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Artigo do Grão Mestre Barbosa Nunes, publicado no Jornal Diário da Manhã, dia 20 de outubro de 2012.
Em encontro extremamente gentil, recebi da autora e psicóloga Zadir Campos da Silva, o livro “Terapia de Vida Passada – Como caminho ao autoconhecimento”, Editora Bandeirante, prefaciado por Jacy Luna Braga.
É estudiosa das doutrinas e filosofias do oriente e do ocidente, formada em Psicologia pela Universidade Católica de Goiás e atua na área de terapia de vida passada há 22 anos. Fez extensão em Gestalt Terapia. É fundadora da Associação Brasileira de Terapia da Vida Passada e Instituto Nacional de Terapia de Vivências Passadas, com dezenas de palestras sobre o tema, tendo integrado a Ordem Rosa Cruz. É irmã de dois notáveis cidadãos da sociedade goiana e da maçonaria brasileira, Zander Campos e Zanderlan Campos. Ela hoje residente e usufrui das águas termais de Caldas Novas.
No prefácio é afirmado que a publicação: “Como caminho ao autoconhecimento contem textos esclarecedores, relatos de pacientes e algumas preces. O trabalho de regressão, dos registros que estavam na memória de alguma situação negativa ocorrida no passado, pela técnica, traz soluções ao que estava obscuro na mente”.
“A missão especial do livro, como caminho ao autoconhecimento, é o de despertar atenção de todos os leitores que buscam conhecimentos, recordando a origem e restaurando o verdadeiro “Eu” pelas revelações, para dar uma nova possibilidade de um mundo melhor e restaurar a energia primordial dentro de cada átomo presente”.
Os textos em grande número, enfocam o assunto, desde o primeiro “A Grande Invocação”, até o último “Rastos Luminosos”, podendo ser destacados “A Conquista da Felicidade”, “Alquimia Interior”, “Importância do Batismo”, “Despertar da Consciência”, “Temperamentos Humanos”, “Certeza da Imortalidade”, “Discernimentos” e outros, dirigidos para valorização do ser humano e a um verdadeiro aprendizado.
Nas superficiais pesquisas que fiz, pois o assunto é de uma profundidade ilimitada e também não tendo formação nesta matéria, encontrei como histórico que o nome “terapia de vidas passadas”, foi definido pelo doutor em psicologia Morris Netherton, em 1967, quando desenvolveu um método próprio de hipnose, designado como “Hipnose Ativa”.
Além de Morris Netherton, são considerados precursores dessa corrente terapêutica, Hans Tendam, Roger Woolger e Edith Fiori, autores considerados referências na área e leitura nos cursos de formação. Esta metodologia é ainda recente em solo brasileiro. Foi introduzida em nosso país em 1981, através do estudo da obra do próprio doutor Morris Netherton.
Pela visão espírita, participante da Doutrina como sou, esta ensina que: “o esquecimento do passado é necessário para que o Espírito em sua atual existência não seja sobrecarregado com as lembranças e emoções de outras vidas”.
Registro a passagem do “Livro dos Espíritos” de Alan Kardec, anunciando que: “ao entrar na vida corporal, o Espírito perde, momentaneamente, a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse; entretanto, às vezes tem uma vaga consciência disso e elas podem até mesmo lhe ser reveladas em algumas circunstâncias. Mas é apenas pela vontade dos Espíritos Superiores, que o fazem espontaneamente, com um objetivo útil e nunca para satisfazer uma curiosidade vã”.
O psicólogo Robert Baker demonstrou que a crença na reencarnação é o principal previsor de que o paciente terá uma memória de vidas passadas, durante a terapia de vidas passadas.
Concluo este artigo, sugerindo a leitura do livro, que proporciona ensinamentos, nos traz muita bondade em seus textos. Se assim você desejar, faça contato com a autora (zadir.d.luxor@uol.com.br), para adquiri-lo. Em minha leitura, destaquei um sentimento negativo, muito presente na sociedade de hoje, causa de estresse, depressão, desentendimento e sofrimento, que é “mágoa”. O texto de Zadir Campos é muito consolador, leia, medite e alcance paz.
“A mágoa é um dos piores sentimentos cultivados pelo ser humano, pelo grande estrago que causa em suas vidas. Como o próprio nome indica, mágoa é a má água que gerada e conservada dentro do organismo causa grandes malefícios para saúde. O melhor meio de combatê-la é pelo perdão, sendo humilde e generoso. Para a maioria das pessoas é difícil perdoar e sempre sugeri aos meus pacientes que fizessem as preces do perdão para conseguirem aos poucos limparem de seus corações essa mancha escura, nela impregnada.
Os indivíduos que as cultivam, adoecem e vivem possuídos de energias negativas. Alguns procedimentos podem evitar o surgimento de mágoa em nossas vidas e relações, como por exemplo: evitar os falsos amigos e as pessoas que não suportamos. Demonstrar amor a quem amamos. Nunca conviver com quem nos faz mal.
Abandonar hábitos que nos prejudicam, jamais dizer sim se deveríamos dizer não. Não criar situações negativas imaginárias que só vão existir em nossa mente. Em qualquer situação que se apresente e que não nos seja favorável, devemos sempre seguir a intuição, uma ótima conselheira. Lembrando que se sofrermos com o real já é o suficiente. Nunca devemos tentar converter nem convencer ninguém, porque cada criatura está dentro daquilo que é capaz de compreender e à medida que ele evoluir espiritualmente, buscará novos caminhos para si mesmo.
Devemos abolir a mágoa de nossas vidas, e substituí-la pelo perdão e cultivar flores em nossos corações”.
Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, delegado de polícia aposentado, professor e Grão-Mestre da Maçonaria Grande Oriente do Estado de Goiás – barbosanunes@terra.com.br.