Notícia Servidores são suspeitos de vender vagas na fila da rede pública de saúde
08 de abril de 2026 - Orcedino Júnior
Servidores são suspeitos de vender vagas na fila da rede pública de saúde

Pacientes pagavam até R$ 5 mil para furar filas de cirurgias plásticas em Goiás (Foto_ PCGO)

Vinte e quatro servidores são suspeitos de vender vagas na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) em operação da Polícia Civil nesta terça-feira (7). Os suspeitos recebiam entre R$ 1.200 e R$ 5 mil para burlar a fila de cirurgias, exames e consultas. Segundo o delegado do caso, Danilo Victor, a maioria dos investigados são vinculados a cargos comissionados. 

As investigações destacam que o principal foco da fraude eram as cirurgias plásticas eletivas e estéticas. Inclusive, havia casos em que os pacientes sequer se enquadravam nos requisitos necessários para o atendimento pelo sistema público.

A operação desencadeada hoje é sequência de uma ação que, em 2023, já havia identificado e efetuado as prisões dos operadores do esquema criminoso, e afastado alguns servidores de suas funções. Segundo apurado pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), o esquema consistia na troca de nomes de pessoas que estavam na frente da fila de espera por outros que pagavam aos operadores da fraude. De acordo com a apuração, o crime sobrecarregava os sistemas Servir (estadual) e Sisreg (municipal).

“A modificação do local na fila era feita de acordo com o valor do pagamento, prejudicando quem, de forma regular, esperava por atendimento e já estava prestes a ser chamado”, destacou o delegado Danilo Victor Nunes, da Deccor.

A Polícia Civil também cumpriu nessa terça-feira, 07, 17 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Goianira, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Corumbá de Goiás, Catalão, Cromínia, Cristianópolis, São Luiz do Norte e Maripotaba. Também foram cumpridos cinco afastamentos das funções públicas e 24 quebras de sigilos bancário e fiscal. 

As investigações destacam que o principal foco da fraude eram as cirurgias plásticas eletivas e estéticas. Inclusive, havia casos em que os pacientes sequer se enquadravam nos requisitos necessários para o atendimento pelo sistema público.

A operação desencadeada hoje é sequência de uma ação que, em 2023, já havia identificado e efetuado as prisões dos operadores do esquema criminoso, e afastado alguns servidores de suas funções. Segundo apurado pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), o esquema consistia na troca de nomes de pessoas que estavam na frente da fila de espera por outros que pagavam aos operadores da fraude. De acordo com a apuração, o crime sobrecarregava os sistemas Servir (estadual) e Sisreg (municipal).

“A modificação do local na fila era feita de acordo com o valor do pagamento, prejudicando quem, de forma regular, esperava por atendimento e já estava prestes a ser chamado”, destacou o delegado Danilo Victor Nunes, da Deccor.

A Polícia Civil também cumpriu hoje 17 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Goianira, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Corumbá de Goiás, Catalão, Cromínia, Cristianópolis, São Luiz do Norte e Maripotaba. Também foram cumpridos cinco afastamentos das funções públicas e 24 quebras de sigilos bancário e fiscal. 

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