
Por meio de resolução publicada no dia 8 de março, a Assembleia Legislativa de Goiás alterou o organograma da Casa, criando cargos com status de diretoria e salários de até R$ 24 mil. As informações são do jornal O Popular.
De acordo com a publicação, a nova estrutura é cercada de segredos: deputados consultados afirmaram não ter conhecimento e a direção da Casa, insistindo em não cumprir a Lei de Acessoà Informação (LAI), se recusou a divulgar a tabela de salários.
A resolução, de número 1.416, estabelece 12 novos cargos ou estruturas, sendo 10 com alterações de salários. Em alguns casos, os titulares tiveram salto salarial de R$ 8 mil para R$ 24 mil.
Embora a resolução seja confusa, se remetendo a legislações anteriores e sem constar valores ou símbolos de todos os salários, a reportagem identificou pelo menos quatro cargos DAS-3, o mesmo de diretor, no valor de R$ 24 mil. Os deputados estaduais têm salário de R$ 20 mil.
Com as mudanças, a Assembleia passa a ter oito diretorias. Na lista dos cargos de peso está também a Gerência de Planejamento Estratégico, nova estrutura ligada à Diretoria Geral, que será ocupada por Edivaldo Cardoso, que deixou o Detran-GO no ano passado por conta do envolvimento no caso Cachoeira. Duas novas divisões e uma secretaria estarão subordinadas à gerência.
A mesa diretora também criou o Núcleo de Informação e Divulgação da Presidência, que substitui a assessoria de imprensa, também com salário de diretor. Para fechar o quadro dos maiores salários, o Controle Interno passou a ser Secretaria, subordinada à presidência da Casa.
A direção iniciou as nomeações para os novos cargos no mesmo Diário Oficial em que publicou a resolução. Nem todos os cargos, no entanto, foram preenchidos.
Cargo em comissão
Na lista de servidores nomeados para cargos em comissão na Assembleia no mês passado está a primeira-dama do Estado, Valéria Perillo, presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). O decreto com a nomeação para o cargo de assessor nível 4 (ANI-4) saiu dia 8. O salário é de R$ 2,5 mil.
Segundo o diretor-geral, Milton Campos, Valéria é servidora efetiva desde 1986 e está à disposição da OVG, recebendo salário de assistente legislativo (R$ 3,7 mil) pela Assembleia. Ela não tem salário na OVG.
Milton afirma que a primeira-dama só teria direito à gratificação pelo cargo comissionado se atuasse na Casa. Ele não informou desde quando ela está cedida à OVG e se recebia a gratificação antes.
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