
As paixões dominam o homem hodierno, não há mais limites, não há mais certo e errado, belo e feio, bem e mal. Não há mais pureza. As flores desabrocham antes da hora, a malícia domina as almas. A violência tornou-se objeto de diversão, não há compaixão com a dor alheia, o sagrado virou banal, o profano é cultivado, a maledicência é a nova divindade.
O adultério tornou-se heroísmo, o prazer da carne tornou-se virtude, o vício tornou-se arte, a idiotice tornou-se cultura. Rasgam-se os papéis com a pornografia, mas não se rasgam as consciências que a ensinam; arrancam-se os entorpecentes dos bolsos, mas não se arranca todo o lixo que entorpece a razão; revistam-se as bolsas e mochilas, mas não se revista a alma. Riem escandalosamente, mas o interior é vazio de sentido.
Triste geração: quem poderá salvá-la? Quem a colocará no reto caminho? Quem a ensinará a pureza e a justiça? Quem resgatará sua alma? Quem poderá nos defender?
Paulo Roberto é professor do curso de Direito da FACEG, jornalista e bacharel em Filosofia.