Notícia Prefeito Jalles prometeu e não cumpriu pagar o 14º
29 de julho de 2013 - Orcedino Junior
Prefeito Jalles prometeu e não cumpriu pagar o 14º

Jalles Fontoura: 14º salário para servidores ficou na promessa.

Em 2012, no palanque, o candidato Jalles Fontoura (PSDB) garantiu que em julho os servidores públicos municipais iriam sacar um salário extra, na época batizado por ele de 14º salário. Em dezembro seria a vez do 15º, algo inédito no País.

Em 2013, em seu gabinete no Paço Municipal, o prefeito Jalles Fontoura vê no calendário a folhinha de julho ser trocada pela de agosto e nada de resgatar o compromisso, assumido com os quase dois mil servidores da Prefeitura.
Oficialmente, o prefeito não tocou no assunto, que parece ter caído na vala comum das promessas irresgatáveis. Para aliados, Jalles tem ventilado a hipótese de criar algum tipo de gratificação por produtividade aos servidores a partir de 2014. Inicialmente, o programa atingiria apenas os profissionais da Educação. E apenas os que conseguirem cumprir algum tipo de meta.
Diversos são os fatores que contribuem para a promessa não ter saído do papel. A mais robusta dela é que foi um artifício de campanha, sem qualquer respaldo na vida real. Além disso, Jalles precisaria fazer uma engenharia financeira muito rígida para conseguir gerar mais duas folhas salariais.
Em vez de cortar na carne, Jalles seguiu o caminho inverso: aparelhou a máquina pública, criando dezenas de novos cargos e aumentando substancialmente o salário dos já existentes. Goianésia tem uma receita mensal que oscila entre R$ 6,5 milhões e R$ 7,5 milhões.
A folha consome R$ 3,8 milhões, entre salários e encargos. Ou seja: o funcionalismo está abocanhando mais de 50% do dinheiro que entra na Prefeitura. Se, na soma dos doze meses do ano, os gastos com pessoal ultrapassar os 54% da receita, o prefeito sofre processo por improbidade. Se nada for feito até dezembro, os números de Jalles não passarão na peneira do TCM.
De acordo com fontes oficiais, há quase dois mil funcionários na folha de pagamento do Paço Municipal. Destes, aproximadamente 1.500 são servidores concursados, de carreira. Há ainda 180 comissionados e 200 que são chamados de contratos temporários.
Uma consultoria foi contratada para medir o impacto da folha na receita do município. O diagnóstico será apresentado apenas para legitimar a sangria que Jalles fará: terá que demitir servidores no segundo semestre, para conseguir fechar as contas no final do ano e evitar sanções do TCM.
A grande preocupação do prefeito hoje nem é resgatar o compromisso de bonificar os servidores com dois salários extras. É de enxugar a máquina, fazer sacrifícios, exonerar companheiros para evitar danos legais.
Fonte: Diário do Norte

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