
Goiânia - A Universidade Federal de Goiás (UFG) divulgou uma pesquisa nesta quarta-feira (1º/3) que mostra que o potencial turístico goiano esbarra na burocracia e na falta de investimentos para se desenvolver. A avaliação considerou os municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade e Anápolis, a chamada região de negócios e tradições
De acordo com os dados levantados pelo programa de Pós-graduação em Administração da UFG, esses quatro municípios são responsáveis por mais de 45% de toda a riqueza produzida no estado, com consolidados centros de referência nacional nos setores de confecções, farmoquímico e agronegócio. Além disso, por possuir localização privilegiada e apresentar índice de competitividade de turismo nacional superior à média brasileira, o estudo aponta que a região deve explorar mais a realização de congressos, especialmente para atrair turistas das regiões norte e nordeste.
A pesquisa identificou também as principais dificuldades para a implementação de políticas de turismo na região. Por exemplo, em relação ao Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável, formulado em 2012, o grupo detectou que apenas duas ações foram plenamente realizadas. “A ideia de ações isoladas e sem intercâmbio, além da linha tênue entre público e privado, travam a real implementação de uma política pública efetiva na região”, afirmou a professora Estela Najberg, que orientou o estudo.
A pesquisa também apontou a ausência de secretarias municipais estruturadas como fator importante para o comprometimento do turismo na região. Segundo o estudo, é necessário aperfeiçoar pontos específicos como o fato de 67% dos quartos da rede hoteleira não possuir adaptação de quartos para portadores de necessidades especiais.
“É preciso aumentar os investimentos e construir um processo mais claro, coeso e transparente para que os planos de desenvolvimento não caiam na descontinuidade ou descrédito”, ressaltou o pesquisador Rassan Solarevisky.
Fonte: A Redação