Notícia Por que uma aliança entre PMDB e PSDB em Goianésia não deu certo
30 de junho de 2016 - Orcedino Junior
Por que uma aliança entre PMDB e PSDB em Goianésia não deu certo

Lideranças peemedebistas bradam aos quatro ventos que, onde o Jalles estiver eles não estarão juntos. O mesmo é dito pelo líder do Democratas. Peemedebistas precisam decidir qual será o aliado preferencial .

Não seria a primeira vez que, na política, num passe de mágica, ad­ver­sários de ontem transformam-se em aliados de hoje. O caso recente mais emblemático de casamento eleitoral de conveniência que deu certo foi entre o PMDB de Iris Rezende e o DEM de Ronaldo Caiado.

Numa situação hipotética, isto é, se o PMDB admitir subir ao palanque na companhia de Jalles, muito provavelmente haveria uma intervenção Estadual no diretório, o que resultaria em desgaste. Como já dito, PMDB e PSDB é como água e óleo, não se misturam. Mas nos bastidores é comum ouvir que políticos são políticos e não se detêm diante de nada quando farejam um bom caminho para chegar ao poder ou para se manter nele. Mas no caso de uma aproximação entre PMDB e PSDB em Goianésia, tal máxima não seria válida.

Primeiro porque o caso de Goianésia é atípico dos demais municípios goianos. Em Anápolis, por exemplo, o DEM fez parte da administração municipal do prefeito petista João Gomes, mas o contexto anapolino é outro. O PSDB goianesiense é uma máquina eleitoral acostumada a vencer eleições, seja numa empreitada solo ou por meio de aliança, como a que sacramentou eleitoralmente o grupo Lage. Já militância peemedebista é ativa e tem vida própria. Além dos movimentos sociais e das lideranças de bairros, o partido em Goianésia tem como base a comunidade mais humilde e um forte apelo eleitoral numa parcela da classe média que é politizada e crítica.

Além disto, é válido lembrar que Renato de Castro é uma “criação política” de Gilberto Naves. O criador não abandonaria a criatura assim tão facilmente.

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