
Os policiais civis de Goias, em greve há 19 dias vão realizar mais assembléia no dia 31, terça-feira. sobre a paralisação por tempo indeterminado. Também estão parados os peritos criminais e médicos legistas.
Atualmente, são cerca de 3 mil policiais civis na ativo em Goiás. Para preencher o quadro previsto em lei, diz o presidente em exercício da Ugopoci, José Virgílio, seriam necessários mais 2 mil policiais civis.
A categoria reivindica reajuste salarial para o equivalente a 31% dos vencimentos dos delegados, percentual que, segundo a entidade, era praticado antes de alteração, no início do mês, quando o índice caiu para 21%. “Já reduzimos. Brigávamos por 40% a 48%”, assinala.
O presidente em exercício da Ugopoci afirma que a categoria lamenta os transtornos, mas que a greve é também uma tentativa de melhor os serviços prestados.
Atualmente, o Estado conta com 170 peritos criminais e 90 médicos legistas. A greve, segundo o sindicato, conta com adesão de 100% da categoria, que também está mantendo, trabalhando, 30% da categoria. Em Goiânia, dois peritos estão de plantão. O normal seriam quatro. Eles fazem o atendimento de flagrantes e serviços essenciais em Goiânia, Aparecida de Goiânia e outros 30 municípios, num raio de 120 quilômetros da capital. No interior, que costuma ter apenas um perito, o número está mantido.
Em maio, a categoria passou 10 dias em greve. O movimento teria sido encerrado quando houve uma convocação do governo para negociar, processo que não teria avançado.
A assessoria de Comunicação da Secretaria de Segurança Pública informou que não houve alteração no posicionamento da pasta, desde segunda-feira quando, em nota, o secretário João Furtado de Mendonça Neto, disse respeitar “a mobilização das categorias, mas ressalta que o atendimento à população é prioridade e que por isso só dará continuidade às negociações depois que os grevistas retomarem as atividades, conforme determinou a justiça”.