Notícia
12 de fevereiro de 2013 - Orcedino Junior


Os deputados do PMDB e do PT se organizam para realizarem depois do carnaval as "caravanas da oposição" em Goiás. Será um trabalho (de forma ainda não conjunta entre os partidos) de fiscalizar e cobrar promessas de campanha do governador Marconi Perillo (PSDB), antecipando o embate eleitoral de 2014. Os principais alvos da oposição serão os contratos de terceirização dos hospitais da rede estadual, as rodovias estaduais e o aumento da criminalidade (segurança pública), além de investimentos em obras públicas, claro.
"A oposição terá um campo fértil para atuar e cobrar do governo. O fato de não termos eleição neste ano ajudará neste trabalho, porque os deputados poderão se concentrar mais na atuação parlamentar", diz o deputado Luis Cesar Bueno, presidente do PT goianiense. O diretório estadual do PMDB, comandado pelo deputado Samuel Belchior, ouviu os prefeitos do partido para levantar quais são as principais demandas da população do Estado em relação ao governo. "Falta de obras têm se destacado", frisa o peemedebista ao blog.
Já os aliados do governador não demonstram preocupação. Afirmam que a população perceberá neste ano "significativa melhoria" nas rodovias estaduais, que os contratos de gestão com as organizações sociais tiraram os hospitais do Estado do noticiário negativo e já refletem positivamente em pesquisas, e que o governo realizará mais investimentos em obras. Uma preocupação dos palacianos é com a segurança pública. Mas, para isto, aliados do governador tentarão dividir o ônus com o governo federal, tomando o cuidado para não criar atritos com a presidente Dilma.
O secretário Joaquim Mesquita (Segurança) afirma que avanços em sua área serão percebidos neste ano. Diz que precisou primeiro tomar medidas de gestão para a sua pasta, como a melhora na remuneração dos policiais, e de implantação de novas estratégias, as quais não antecipa. "Vamos ter aumento significativo do efetivo policial nas ruas neste ano", cita. Além do concurso para contratação de novos policiais, o governo também pretende iniciar em junho a seleção de 1,3 mil reservistas das Forças Armadas. Sobre dividir a responsabilidade da segurança pública com o governo federal, Mesquita diz que, para se avançar, a gestão da área tem de ser "compartilhada" com a União e com os municípios.
Jarbas Rodrigues