
Encontrar bebedouros públicos no Módulo Esportivo de Goianésia, no Setor Sul, é como participar de uma gincana escolar: quanto mais se procura, mais difícil fica a missão. Em dias quentes, com temperatura na casa dos 33ºC graus, a reportagem do Opinião sentiu na garganta a secura que obriga frequentadores do Módulo a trazerem a garrafinha de água de casa ou a comprar o recipiente com o precioso líquido por R$ 2, em média, no comércio local. Há apenas uma torneira em péssimo estado no bebedouro junto aos vestiários e uma velha geladeira, que ainda servia para frequentadores e funcionários, virou sucata e está jogada embaixo da caixa d’agua.
"Tinha que ter um bebedouro decente"
“Antes, tinha uma geladeira. Mas, agora, nem isso tem mais. Com dezenas de crianças que jogam aqui, tinham que ter pelo menos um arrumar as torneiras do bebedouro”, exigiu um pai que sempre acompanha seu filho nos treinos.
Agora com o início do campeonato a demanda aumentou
“O campo fica lotada e não tem água pra nada. Quem quer beber, tem que trazer de casa ou comprar em uma distribuidora que fica do outro lado da rua”, observou um cidadão que também leva e busca seus filhos no treino.
Sentado em um banco em frente ao campo, o aposentado José de Freitas, 72 anos, faz uma observação interessante:
“Tem banheiro nos vestiários, mas não tem bebedouro decente que é um equipamento mais simples, barato e que beneficia todos. ”
Outro item reparado por todos que ali frequentam é a situação da quadra de esporte que virou um amontoado de concreto.