
O painel da dengue da Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) registra, nesta quarta-feira (23/4), 28 mortes confirmadas por dengue no estado este ano. Entre as mortes até o momento, a vítima mais nova tinha 7 meses e o mais velho, 92 anos.
Apesar de haver alguns casos em pessoas de 20 a 30 anos, a grande maioria das ocorrências (60%) é de pessoas acima dos 60 anos de idade. Os números indicam ainda que 75% das mortes são de pessoas que já têm doenças de base. Duas doenças comuns são a hipertensão e diabete. “São fatores significativos para o agravamento da dengue e eventual óbito”, ressalta a subsecretaria de Vigilância em Saúde Flúvia Amorim.
Embora dinâmicos, com possibilidade de alterações no transcorrer do dia, os números disponíveis no link garantem a realidade atual, após correção de números apresentados, com a identificação de pontos de atenção relacionados aos dados de dengue divulgados recentemente nos meios de comunicação oficiais da pasta.
De acordo com a superintendente de Tecnologia, Inovação e Saúde Digital da SES-GO, Luiselena Esmeraldo, a causa do problema está relacionada ao mecanismo de sincronização das bases para o ambiente de produção.
A superintendente lembra que situação foi rapidamente identificada pelas equipes técnicas, e as correções foram aplicadas para garantir a exatidão dos dados disponibilizados à população, aos profissionais de saúde, aos órgãos de controle e aos veículos midiáticos.
“Os registros oficiais e as ferramentas de vigilância epidemiológica permanecem íntegros, e nenhuma informação foi perdida ou comprometida”, garante Luiselena, ao reforçar que os dados são parciais e sujeitos a alterações, na medida em que são realizadas atualizações pelos 246 municípios.
Importante ressaltar que o número de mortes deste ano não ultrapassou o total registrado em anos anteriores.
"A pior epidemia de dengue da história no Estado foi o ano passado, com a ocorrência de quase 450 óbitos confirmados durante os 12 meses do ano”, observa a Subsecretaria de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim.
A subsecretária antecipa que a possibilidade de subnotificação de óbito é muito remota, porque existe um cruzamento de vários bancos de informações como o sistema de mortalidade. “Todas as declarações de óbito que tiverem pelo menos menção de dengue são investigadas por um comitê de técnicos.” Ou seja, todas as informações sobre dengue são repassadas dos municípios para o Estado, que a partir desse abastecimento de dados, realiza o monitoramento