Notícia Médico nega ter queimado rosto de paciente em tratamento, em Goiânia
23 de maio de 2013 - Orcedino Junior
Médico nega ter queimado rosto de paciente em tratamento, em Goiânia

Mulher tem rosto queimado em tratamento (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

O médico Sílvio Delfino de Souza nega ter queimado o rosto da massoterapeuta Débora de Brito Arruda, de 38 anos, durante um tratamento estético, em Goiânia. Ela o denunciou por erro médico na terça-feira (21), no 8º Distrito Policial da capital, onde o profissional deve prestar depoimento nesta quarta-feira (22).

A paciente afirma que fez um tratamento para clarear manchas do rosto, que surgiram com a gravidez. No entanto, a pele ficou ainda mais manchada. O médico alega que o escurecimento ocorreu porque a paciente não seguiu as orientações do procedimento.

A massagista acredita que o erro também pode ter sido provocado porque o médico é especialista em ginecologia e obstetrícia e não em dermatologia, como ela esperava. Em resposta a isso, Sílvio Delfino ressaltou que tem conhecimento para fazer esse tipo de aplicação, mesmo sendo ginecologista.

"Como médico, me considero apto a fazer o tratamento nessa área levando em consideração os vários anos que trabalhei como médico generalista. Todo médico quando faz a faculdade é capacitado a entender de tudo dos pacientes", justifica Sílvio Delfino.

Tratamento
Segundo a vítima, ela procurou uma clínica de estética para clarear as manchas. Como era um local especializado em tratamento de beleza, Débora não se preocupou com a área de atuação do médico. “Eu não procurei pesquisar sobre ele antes de fazer a aplicação. No entusiasmo na vontade de ficar bem, a gente comete um erro gravíssimo", lamenta.

O médico indicou que ela fizesse cinco sessões de laser, cada uma no valor de R$ 300. Débora conta que começou a desconfiar do tratamento na terceira sessão, quando notou que, em vez de melhorar, as manchas estavam piorando. “Meu rosto ficou escuro”, ressalta.

A massoterapeuta procurou o médico e disse que não estava segura para continuar o procedimento com ele. De acordo com Débora, a pele foi queimada pelo laser fracionado, usado no tratamento. “Propus que ele me devolvesse o dinheiro, o que foi feito. Mas esperava que ele também custeasse o tratamento com outro profissional”, argumenta. Como o profissional não tomou nenhuma providência, ela conta que resolveu denunciá-lo (G1 Goiás)

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