Pela primeira vez na história política recente de Goianésia, o grupo que comanda a Prefeitura chega ao período eleitoral sem apresentar, até o momento, nomes oficiais para deputado estadual e federal com o apoio declarado do prefeito. O vácuo político abriu espaço para uma verdadeira corrida de pré-candidaturas, com vereadores, secretários municipais e lideranças locais distribuindo apoios para diferentes nomes.
Tradicionalmente, as eleições em Goianésia são marcadas pela concentração de forças políticas em torno de determinados candidatos, principalmente quando existe um grupo político organizado no comando da Prefeitura. Desta vez, porém, o cenário é diferente.
Nos bastidores, vereadores, secretários e
lideranças ligadas à administração municipal passaram a anunciar ou sinalizar
apoio a diferentes pré-candidatos, fazendo com que o número de nomes que buscam
votos em Goianésia aumentasse consideravelmente.
Muitas lideranças já apoiaram declaradamente seus candidatos em suas redes sociais.
A vereadora Giselene Fonseca apoia Lineu Olimpio (MDB) para deputado estadual e Fátima Gavioli (PSD) para a Câmara dos Deputados.
O ex-candidato a prefeito por Goianésia e atual presidente da Fundação Ulisses Guimarães, Pedro Gonçalves, sinalizou apoio à reeleição do deputado estadual Amilton Filho (MDB).
O presidente da Câmara, vereador Hiago Matos apoia o médico Jami Calife (PP) para a a reeleição e a professora Fatima Gavioli (PSD) para federal.
Já o vereador Marcos Pernambuco apoia o casal Flávia Morais (MDB) para federal e George Morais (MDB), ambos buscando a reeleição.
O recém empossado vereador João
Paulo apoia José Machado (PSDB) para estadual na sua reeleição.
O secretário de Meio Ambiente
e também da Cultura, Willian Teófilo, apoia Henrique César para estadual e
Glaustin da Fokus, ambos do PODEMOS e buscando a reeleição.
Outros ainda permanecem “em
cima do muro”, ou timidamente, aguardando o desenrolar da campanha.
Fragmentação pode custar caro
Politicamente, a pulverização de candidaturas pode
representar um problema para Goianésia. Quanto maior o número de candidatos
apoiados por lideranças locais, menor tende a ser a concentração de votos em um
projeto capaz de transformar a força eleitoral do município em representação
política.
A cidade possui um eleitorado expressivo dentro da
região e, historicamente, já demonstrou capacidade de eleger representantes com
votação concentrada. A divisão, entretanto, pode fazer com que muitos
candidatos obtenham votações relevantes, mas nenhum deles consiga alcançar
força suficiente para garantir uma cadeira.
Vereadores, secretários e
lideranças ganham protagonismo
Com o espaço deixado pela falta de uma candidatura
oficial do prefeito, vereadores, integrantes do primeiro escalão municipal e lideranças
passaram a assumir protagonismo na escolha de seus candidatos.
Cada liderança busca construir sua própria
estratégia eleitoral, levando em consideração alianças estaduais, relações
políticas e, naturalmente, seus projetos para o futuro.
Eleição pode redesenhar o mapa
político
Mais do que definir quem serão os deputados
eleitos, a eleição de 2026 poderá servir como um verdadeiro termômetro da força
política das lideranças de Goianésia.
Quem conseguir reunir mais votos poderá sair fortalecido para as próximas disputas municipais. Da mesma forma, aqueles que apostarem em candidatos que não obtiverem uma votação expressiva poderão terminar o processo eleitoral politicamente enfraquecidos.
Além dos candidatos de fora, Goianésia tem os "pratas da casa": Dr. Hélio e Dr. José Machado (PSDB), Ivair Gaguinho (Solidariedade) e Lana Moreira (NOVO), que concorrem ao Legislativo Estadual, e, o ex-prefeito Leonardo Menezes (PSDB) e Henrique Vilela (PL) e o vereador Múcio Santana (PSB), que disputam uma vaga na Câmara dos Deputados.