
Após mais um dia de sessão ordinária realizada no plenário da Câmara Municipal de Goianésia, os vereadores da oposição mais uma vez saíram em caravana para acompanharem de perto algumas obras em andamentos. “Em andamento porque começou, mas analisado a atual situação, estão na verdade abandonadas”, contou Múcio Santana (PDT), líder da bancada de oposição.

Os vereadores iniciaram a maratona de visitas pela ponte da Rua 39. Iniciada pela antiga gestão, desde que assumiu a prefeitura, Jalles Fontoura (PSDB) deixou de dar continuidade, nesta que é uma importante via de acesso ao Centro da cidade. Um grande buraco, com esgoto a céu aberto, além de poças d´agua tem atormentado os moradores da região. “O índice de dengue aumentou muito desde o início do ano, aqui nas mediações da ponte. Não há um cuidado estratégico, já que há no local muita poça de água, o que tem se tornado moradia para o mosquito”, denunciouGilmar da Silva (PMDB).
Logo ao lado, mas um descaso. Agora é uma escola creche.
Também iniciada pela antiga gestão, o que seria uma ampla escola com salas de aulas modernas, se tornou um terreno abandona com uma grande construção. “Mato e mais mato é o que se vê hoje aqui. É muito triste ver tanto dinheiro desperdiçado por picuinhas políticas. O prefeito precisa entender que independente de quem começou uma obra, o dever é termina-la, principalmente aquelas que atende um anseio grande da comunidade”, lembrou a vereadora Salete Carrilho (PMDB).
Em seguida foi à vez da chamada “Praça do PAC”. Uma obra conseguida após muitas idas e vindas à Brasília, também está à mercê da nova administração. O que era para sediar um cinema tem sido para os moradores daquela região um filme de terror. “Fico triste e indignado. Se tratando de um bairro afastado do centro, o mínimo que o prefeito teria que fazer era olhar com bons olhos uma obra dessa envergadura. Aqui existe um povo sem acesso direto ao lazer. Essa praça além de um cinema poderia contar com uma quadra coberta, pista de Skate, biblioteca e tantas outras opções. Mas hoje é apenas mais uma das tantas obras abandonadas pela atual gestão”, relatou Wilson Portilho (PMDB).
Marcos Pernambuco (PT), a ver a situação do posto de saúde do bairro Covoá, iniciado sua construção em 2012, não mediu criticas a atual gestão: “É incrível. Para quem disse que melhoraria a saúde em 100 vezes, está muito longe de alcançar o objetivo. Como se não bastasse faltar remédios nos postos de saúde, vemos uma estrutura como essa ser morada de mosquito da dengue, abrigo para que jovens possam usar como ponto de tráfico, além de um motel a céu aberto. A comunidade precisa de atentar para situações como essa e começar de imediato a cobrar do prefeito a execução do plano de governo”, alertaram ambos os vereadores.
Por fim foi à vez da sede da educação, que pode não ser mais a sede da educação. Nesta obra não foi possível fazer uma avaliação, já que a mesma se encontrava cercada e com os portões de acesso fechados.
“Vamos voltar aqui. Queremos ver também a situação desta obra, que já deveria estar funcionando. Vamos fiscalizar e descobrir o porquê ainda está tão longe do fim, algo que já estava por terminar”, adiantou Valmiro Pimenta (PP).