(Foto_ Sabrina Schreiner_A Redação)
Goiânia – O feminicídio avançou em Goiás enquanto outros crimes apresentaram redução. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 59 mulheres foram mortas por razões de gênero em 2025, contra 56 em 2024, alta de 5,3%.
O cenário se agravou em 2026. Entre janeiro e junho, foram registrados 47 feminicídios no Estado, contra 22 no mesmo período de 2025 — aumento de 113%, segundo o Ministério da Justiça.
O crescimento acompanha uma tendência nacional e reforça o desafio das forças de segurança, já que grande parte dos casos de violência contra a mulher ocorre dentro de casa. Especialistas também apontam como obstáculos a subnotificação, a dificuldade de romper o ciclo de violência e a disseminação de discursos de ódio contra mulheres na internet.
Diante desse cenário, os candidatos ao governo de Goiás apresentam diferentes propostas para prevenção, proteção e atendimento às vítimas.
O plano prevê o programa “Goiás Pelas Mulheres”, com integração entre segurança, saúde, assistência social e acolhimento. Entre as medidas estão a criação do SIM-Mulher, ampliação dos canais de denúncia e da proteção às vítimas, expansão do atendimento especializado e integração de informações para agilizar respostas.
Também propõe o programa “Goiás por Elas”, voltado à qualificação, emprego, geração de renda e crédito para ampliar a autonomia financeira das mulheres.
A candidata propõe ações educativas sobre os direitos das mulheres, capacitação de profissionais e fortalecimento da aplicação da Lei Maria da Penha.
O plano prevê ainda agentes multiplicadores dos direitos das mulheres, ampliação da assistência jurídica gratuita, criação de Centros de Referência, Defesa e Convivência Integrados e implantação de delegacias especializadas com atendimento 24 horas.
A proposta é acelerar a execução do Plano Estadual de Combate à Violência contra a Mulher 2026-2035, integrando registro de ocorrências, avaliação de risco, medidas protetivas, investigação, saúde e assistência social.
O plano também prevê reforço das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), monitoramento de casos de alto risco e reincidência e capacitação de agentes públicos para atendimento humanizado.
O ex-governador propõe ampliar a prevenção e o atendimento especializado às mulheres, com maior integração entre segurança pública, saúde e assistência social.
Entre as medidas estão o fortalecimento e a ampliação das DEAMs, de acordo com as necessidades regionais, além do acompanhamento contínuo de casos considerados de maior risco e daqueles que envolvam descumprimento de medidas protetivas.
O plano prevê um modelo integrado de proteção, reunindo medida protetiva, Patrulha Maria da Penha, acolhimento, aluguel social, atendimento jurídico e ações de autonomia econômica.
A proposta também aposta em inteligência e tecnologia para identificar agressores com maior rapidez e evitar a reincidência. Delegacias especializadas, equipes de investigação e a Patrulha Maria da Penha atuariam de forma integrada.