Notícia Falta prioridade para a saúde em Goianésia
03 de abril de 2013 - Orcedino Junior
Falta prioridade para a saúde em Goianésia

Depois que acabam os confetes e as serpentinas, que passam os blocos e as escolas carnavalescas, que a festa do Rei Momo se dá por encerrada e a euforia da bebedeira passa, as verdades e mazelas do nosso país voltam a aparecer de maneira bem clara e desanimadora.

A saúde pública no País é uma questão que necessita de mais atenção dos órgãos competentes. Não a toa, este foi o tema escolhida para a Campanha da Fraternidade de 2012. A realidade nos mostra um país desestabilizado onde as políticas públicas são incoerentes e desrespeitam a sociedade. É vergonhoso ver tanta gente morrendo em corredores dos hospitais públicos; ora por falta de atendimento, ora por falta de remédios.

A falta de prioridade para a saúde pública vem de longe. A Constituição de 1988 vinculou recursos ao setor de educação, mas não teve a mesma preocupação com a saúde. O erro só foi reparado em setembro de 2000, com a aprovação da emenda constitucional 29, que criou piso para aplicação de recursos na saúde pública por parte de União, Estados e municípios. Mesmo assim, das 27 unidades da Federação, 17 não vêm cumprindo a exigência constitucional; mas nada acontece, apesar das punições previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Nossa cidade não é exceção à regra e nossa população também sofre com condições precárias e pouco investimento no setor. O carnaval nem a Páscoa, certamente não chegaram com alegria, para uma série de famílias que precisaram de remédios nos Postos de Saúdes.

Pois de acordo com informações de usuários e de um parlamentar, os PSF's e a Farmácia Básica do Município estão com falta de medicamentos nas unidades (até o fechamento desta edição não tinham chegados) o que tem causado vários transtornos para a população que precisa desses.

As denúncias partiram do líder do prefeito, vereador Temal Carrilho e logo em seguida a reportagem do Opinião foi até as instituições conversar com pessoas que precisaram de medicamentos e não encontraram nos postos de saúde da cidade. As denúncias foram reforçadas por dois agentes de saúde do município, com a garantia de anonimato, que confirmaram o descaso na saúde pública do município.

Segundo os moradores medicamentos mais simples e baratos não são encontrados nos postos de saúde como, por exemplo; a Dipirona.

Até quando vamos sofrer calados esperando que sejam cumpridas as promessas dos nossos políticos? A saúde é o primeiro bem universal, sem ela nada produzimos, nada somos capazes de fazer. Como estudar, trabalhar, gerar riquezas ou conhecimento sem saúde?

O que se houve falar é a questão da burocracia. Mais fica a pergunta: Carnaval, futebol, publicidade em jornais e TV, encontro de motos, para isso não existe burocracia para liberação de recursos?

“As pessoas estão indo aos postos de saúde e não estão encontrando os medicamentos básicos, entre eles para pressão, diabetes, antiflamatórios, e, até mesmo dipirona, para dor e febre”, disse o vereador que encaminhou requerimento, de urgência, a secretaria municipal de saúde mais agilidade ao caso.

 

Acessos - 69