
Goiânia - O empresário e ex-diretor do Atlético-GO, Maurício Borges Sampaio, foi preso temporariamente na tarde deste sábado (2/2), na residência dele, no Setor Oeste, suspeito de ser o mandante do assassinato do radialista Valério Luiz, morto a tiros no dia 5 de julho de 2012. A prisão de Maurício Sampaio se dá um dia depois da polícia prender três homens - dois deles policiais militares - acusados de serem os executores do crime.
Autor confesso dos disparos, Marcos Vinícius, conhecido como Marquinhos, disse em depoimento que Maurício Sampaio encomendou o crime, tratando diretamente com um funcionário, Urbano Carvalho de Malta, também preso na sexta-feira. Segundo a delegada titular da DIH, Adriana Ribeiro Barros, Marquinhos relatou, no depoimento, que Urbano o contratou alegando que Valério teria um relacionamento amoroso com a esposa de Maurício. Por não saber que as brigas entre Valério e Maurício eram, na verdade, motivadas por opiniões divergentes sobre futebol, Marquinhos teria matado Valério acreditando na história contada por Urbano.
O mandado de prisão temporária foi expedido pela juíza Denise Gondin de Mendonça, abrangendo um prazo de 30 dias. Como tem curso superior, Maurício Sampaio está recluso em uma cela especial na Delegacia de Investigação de Homicícios (DIH) e deve ser ouvido na segunda-feira (4/2). O empresário foi preso por volta das 13 horas pela delegada Adriana Ribeiro, que estava acompanhada de duas equipes da Polícia Civil. Segundo a delegada, Maurício ficou surpreso com a prisão e negou qualquer relação com o homicídio. "Estamos praticamente na reta final das investigações", afirmou Adriana, neste sábado.
De acordo com o delegado Hellyton Carvalho, também da DIH, a arma apreendida na sexta-feira com os acusados pode não ter sido a usada na morte de Valério Luiz. Ele acredita que a pistola utilizada no crime seja de difícil localização.
Também presente na DIH, a mulher de Valério Luiz, Lorena Oliveira, afirmou que sente que a Justiça "está começando a ser feita. Mas isso não recupera a perda que tivemos". Quem também estava na delegacia era o filho da vítima, Valério Luiz de Oliveira Filho. O advogado, de 24 anos, vestia uma camiseta com a foto do pai e declarou que está com esperança que o inquérito se encerre logo. "Espero que agora o caso chegue à justiça", disse.
No final da tarde, o secretário de Segurança Pública e Justiça de Goiás, Joaquim Mesquita, foi à DIH. Em entrevista coletiva à imprensa, o secretário disse que as investigações sobre o caso vão continuar e que todas as medidas estão sendo tomadas para que o caso vá para a justiça. "Não nos importa o grau de influência dos investigados, se é poderoso ou não. A polícia de Goiás cumpre seu papel independente disso", afirmou.