
Equipes da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e do Ibama realizaram, durante a Semana Santa (26 a 31 de março), ações de fiscalização nos rios Araguaia, Paranaíba, São Marcos e Tocantins, além de seus afluentes.
A Operação Águas de Março teve o objetivo de fiscalizar as áreas de preservação permanente nas margens dos rios, a caça e principalmente a pesca predatória. Essa colaboração entre Ibama, Semarh e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBIO) reforça o Dia da Água deste ano, cujo tema é Cooperação pela Água.
O resultado da Operação Águas de Março resultou em 48 autos de infração, totalizando mais de R$ 210 mil em multas e duas áreas de preservação permanente embargadas, que somadas abrangem 37 hectares. Também foram apreendidos cinco jacarés, um tatu, uma paca e 175 quilos de pescado (incluindo 15 quilos de pirarucu), uma carabina de pressão, 27 varas, nove molinetes, seis carretilhas, uma mochila com apetrechos, uma caixa com apetrechos, um motor de popa de 25hp, 207 boias, 116 redes, 42 pindas, 27 espinheis, cinco tarrafas e dois arbaletes, além de quatro fisgas, nadadeiras e óculos de mergulho com snorkel.
ACAMPAMENTOS VISTORIADOS
Ao todo, 89 acampamentos e centenas de barcos e carros foram vistoriados. As infrações ambientais mais comuns foram: utilizar área de preservação permanente; pescar sem licença de pesca; peixes fora do tamanho; quantidade superior ao autorizado (5kg + 1 peixe) e transporte de pescado e animais sem licença.
Durante as tratativas entre os três órgãos ambientais sobre a Operação Águas de Março, algumas datas e regiões de ação foram previamente definidas para a temporada do Araguaia (em julho) e principalmente o período que a antecede.
Ao todo, foram envolvidos 18 fiscais da Semarh, nove agentes ambientais do Ibama, 16 pessoas de apoio, um analista ambiental do ICMBIO, 11 viaturas e cinco barcos. Policiais civis e militares apoiaram as ações de fiscalização.
O objetivo das ações de educação ambiental e fiscalização é fazer com que um maior número de pescadores amadores e profissionais cumpra a legislação ambiental, para que se utilize somente os apetrechos de pesca permitidos, respeitando o tamanho, cotas e locais de pesca. Como reflexo, também é esperado um maior número de pescadores legalizados com licença de pesca e também respeitando a proibição de pesca em cardumes, conforme descrito na Lei 13.025/97 do Estado de Goiás. Mais Goiás