
Nesta terça-feira (2) é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, um momento para compartilhar informações que ajudem a desestigmatizar o espectro, mas também para implementar mudanças sociais significativas.
Pensando nisso, a Prefeitura de Goianésia vem trabalhando ativamente para transformar a realidade das crianças com autismo em nosso município, através de projetos como o CEMESPI.
Lançado há dois anos, o CEMESPI de Goianésia é referência regional na inclusão de crianças com autismo. O Centro Multiprofissional Especializado na Inclusão atende crianças de 4 a 10 anos, com TEA (Transtorno do Espectro Autista), DI (Deficiência Intelectual) e Síndrome de Down.
O CEMESPI conta com uma equipe multiprofissional, habilitada para atender as necessidades das crianças em ambiente escolar, na vida familiar e social, desenvolvendo as ferramentas necessárias para que alcancem autonomia.
Entre as especialidades oferecidas estão oficinas pedagógicas, psicomotricidade, musicalização, brinquedoteca e equoterapia, que é uma parceria com a CAEGO. Atualmente, já são 82 crianças atendidas pelo programa, na Escola João Manoel, no Bairro Muniz Falcão, região leste da cidade, divididas entre matutino e vespertino, no contraturno escolar.
O Centro Multiprofissional Especializado na Inclusão é uma iniciativa da atual gestão municipal, e coloca Goianésia como cidade modelo no que se refere ao apoio e inclusão às crianças com autismo, com Síndrome de Down e com deficiência intelectual.
Carol Cardoso Poiatti, coordenadora do projeto, comemora o sucesso do projeto, e diz que a procura tem sido alta, uma vez que o CEMESPI saltou de 40 crianças atendidas em 2023 para mais de 80 em 2024.
“Os feedbacks são muito positivos. As famílias que já estão conosco a mais tempo, relatam que as crianças desenvolveram em diversas áreas como: social, motora, comportamental, pedagógica”, celebra Carol, que é pedagoga e psicóloga
Outras iniciativas
Além do CEMESPI, a Administração Municipal 2021-2024 também é autora de outros dois projetos de inclusão: o CAD, para pessoas com deficiência física; e o CAS, que atua no auxílio e desenvolvimento de pessoas com deficiência auditiva.
O CAS, por exemplo, mantém uma sala bilíngue na Escola Luiz de Oliveira, que tem como primeiro idioma a Língua Brasileira de Sinais, e segundo o Português. Além do ensino da língua para os alunos regulares, o projeto também oferece o ensino para alunos ouvintes, professores e familiares.