Orcedino Júnior
O prefeito de Goianésia, Renato de Castro (PMDB), reuniu a imprensa local, entidades de classes, civis e religiosas na manhã de quinta-feira, 09, para apresentar o extrato financeiro do Município e a situação preocupante em que encontrou as finanças da administração de Goianésia que acumula uma dívida de quase 40 milhões de reais dos últimos 4 anos.Participaram também da reunião, vereadores da base e oposição.
Renato de imediato, adiantou que a apresentação não era para uma possível omissão com os problemas. ¨Essa reunião não é justficativa para que o nosso Governo não funcione. Já está funcionando" adiantou.
Dívidas
Durante a apresentação da situação econômica, o prefeito mostrou que o município tem dívidas de curto prazo, que são dívidas já vencidas e os de longo prazo, que são dívidas a vencer.
Há também aquelas que não são contabilizadas, como as 156 carneiras vendidas pela gestão passada para o novo cemitério. No entando, apenas 8 foram construídas. ¨Vamos ter que honrar com mais uma obrigação financeira contráida pela gestão passada”,desabafou Renato
Renato informou que assumiu a Prefeitura, com contas já vencidas em torno de 17 milhões de reais, relativo a tributos federais, Ipasgo, água, luz e telefone e até mesmo empréstimos consignados da folha de pagamento que vinham sendo descontados e não repassados.
“Hoje nós temos uma situação preocupante pois conseguimos viabilizar 5 milhões e temos mais de 11 milhões para pagar de imediato.
As dívidas de longo prazo somam mais 13 milhões reais e incluem fornecedores, dívidas e acordos com Celg, Saneago e Funprevis. “ São dívidas contraídas no mandato passado e que agora teremos que honrar”. afirmou o prefeito.
Na apuração que a equipe econômica fez sobre as contas da Prefeitura, Renato de Castro pode ver que o ex-prefeito gastava 500 mil reais a mais todo mês. “Esse gasto sem controle culminou nesse rombo de 24 milhoes” concluiu
Há também as despesas não contábeis oriundas do creduc, crédito universitário concedido pela gestão de Jales a universitários da Unirv, que mantem o curso de Medicina em Goianésia e também da Faculdade Evangélica. Do que foi acertado para o apoio na construção da sede própria da faculdade de Medicina, que foi da ordem de 5 milhões menos de 20% foi repassado. Para a Faculdade Evangélica, nada foi cumprido e hoje há uma dívida de 100 mil reais referente a bolsa de estudo concedidas a estudantes, oriundo de convênio firmado com a Prefeitura.
Outro grande problema deixado por Jalles e que representa mais uma parcela da dívida em torno de 10 milhões de reais, é infra-estrutura do loteamento do Jardim do Cerrado.
Na época da instalação do loteamento em Goianésia, o ex-deputado Samuel Belchior, proprietário do empreendimento, fez um contrato com a Prefeitura, para que o Município realizasse a infra-estrutura no futuro bairro, em troca da doação de 300 lotes à Prefeitura,que foram transformados em 500. No entanto, Jalles não cumpriu o acordo. “Agora, levantamos o orçamento para executar o que precisa ser feito para efetivar aquele bairro, pois se tornou uma obrigação da Prefeitura e o valor alcança os 10 milhões de reais”, declarou.
Somando-se todas as despesas deixadas por Jalles, a dívida do Município chega a quase 40 milhões de reais deixados pela gestão passada.
Durante a reunião, Renato falou também sobre temas polêmicos que já marcaram o início de sua gestão.
UPA
Mantendo o discurso justo, Renato informou que não está satisfeito com a OS que administra a Unidade de Pronto Atendimento existente.O prefeito informou que reuniu com os gerentes da organização responsável pela administração da UPA e exigiu que cumpram o contrato de prestação de serviços e interrompam de imediato a morosidade no atendimento devido a débitos deixados pela gestão passada com a OS.
Caso permaneca a situação, a Prefeitura poderá assumir a Unidade de Saúde ou contratar uma nova OS para prestar o serviço. "Não vou aceitar nehum tipo de operação tartaruga,por estarem com débitos a receber oriundos da gestão passada", desabafou.
Carnaval
Renato de Castro parabenizou a preocupação do Ministério Público com a realização do Carnaval em um momento crítico para o Município, mas fez questão de frisar que do ponto de vista fiscal e econômico, o Carnaval é um investimento.
“Do ponto de vista fiscal, o Carnaval é um investimento para a Prefeitura, porque outras cidades da Região que realizavam a festa tradicionalmente não a farão, e eu, como economista de formação, vislumbrei uma oportunidade de resgatar a festa, gerar renda para os cofres públicos e movimentar a economia da cidade” esclareceu.
Renato disse ainda que em torno de 300 mil reais serão investidos e que a renda alçancada com a geração de impostos e a movimentação do setor de comércio e serviços será muito maior.
“Reuni com a CDL e contadores da cidade e vislumbramos essa oportunidade de trazer renda de fora para a cidade, movimentar as lojas, os hotéis, os restaurantes”, disse.
Quanto à questão religiosa levantada por pastores e padres em relação à realização da Festa na Avenida Goiás, Renato informou que conversou com os líderes religiosos e vai fomentar os eventos e retiros promovidos pelas instituições religiosas, além de tomar os cuidados para não prejudicar o atendimento no Hospital Municipal. E enfatizou que preferia realizar o evento no Parque da Lagoa, mas que está na Prefeitura para atender os anseios da população.
“As pessoas gostam da festa na Avenida. O povo quer a festa naquele local e estou cumprindo um pedido do povo e um compromisso de campanha”, finalizou.