
O promotor de justiça e ex-senador Demóstenes Torres filiou-se ao Partido da Mobilização Nacional (PMN) na última semana. Demóstenes está sem partido desde que foi pressionado a deixar o DEM, semanas antes de ter o mandato de senador cassado, em julho de 2012. Além do senador, o empresário Walter Paulo Santiago, proprietário da Faculdade Padrão, também reforçou os quadros do PMN.
Além do mandato, Demóstenes Torres teve seus direitos políticos suspensos até 2027, após ter sido flagrado pela Polícia Federal em conversas com o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, durante os desdobramentos da Operação Monte Carlo.
A filiação de Demóstenes ao PMN pode representar o retorno do ex-senador ao cenário político. Desde de que foi cassado, o promotor de justiça deixou a militância política e se resguarda de aparecer em público ou conceder entrevistas.
Assim como Demóstenes, o empresário Walter Paulo Santiago também apareceu no inquérito da Operação Monte Carlo. Santiago foi envolvido no episódio da compra da residência que pertenceu ao governador Marconi Perillo (PSDB). O empresário, que já disputou mandato de vereador na capital, em 2008, chegou a depor na CPMI do Congresso Nacional no ano passado. No PMN, o empresário deve disputar mandato de deputado estadual. (Filemon Pereira)