Notícia Defesa de Mabel se pronuncia após decisão da sua cassação pela Justiça Eleitoral
11 de dezembro de 2024 - Orcedino Junior
Defesa de Mabel se pronuncia após decisão da sua cassação pela Justiça Eleitoral

Governador Ronaldo Caiado e Sandro Mabel, prefeito eleito de Goiânia.

Um terremoto político atingiu o estado de Goiás e sua capital, Goiânia, nesta quarta-feira (11), com potenciais impactos nacionais. Uma decisão liminar da Justiça Eleitoral goiana condenou o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) por abuso de poder político durante as eleições municipais deste ano. 

Além disso, o prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), apoiado por Caiado no pleito, teve o registro cassado pela Justiça Eleitoral. 

A decisão liminar também estipula que Caiado e Mabel fiquem inelegíveis por 8 anos. A vice-prefeita eleita de Goiânia, Cláudia Lira (Avante), também foi condenada. Todos eles ainda podem recorrer. 

A defesa do prefeito eleito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), divulgou nota comentando a decisão da Justiça Eleitoral . A determinação é resultado da investigação sobre o uso do Palácio das Esmeraldas, sede do governo do estado, para promover eventos em apoio à candidatura de Mabel.

Aliado de Ronaldo Caiado (União), o empresário venceu as eleições de Goiânia no segundo turno, com 55,53% dos votos. Os advogados dele disseram, nesta quarta-feira (11/12), que receberam a decisão com surpresa. A ação foi ajuizada pelo Partido Liberal (PL), do adversário de Mabel.

“Reafirmamos a convicção de que não houve qualquer irregularidade na conduta apontada, tratando-se apenas de uma reunião política realizada na residência do governador, sem desvio de finalidade ou mesmo sem a gravidade que justifique o desfecho apresentado na sentença”, alegam os advogados Dyogo Crosara, Talita Hayasaki e Wandir Allan.

Os advogados pontuaram ainda que “toda decisão judicial em matéria eleitoral deve ser pautada por uma análise objetiva da gravidade dos fatos, algo que não se evidencia no presente caso”. Para eles, a análise se baseou “em premissas equivocadas e que não condizem com a jurisprudência do TSE e do TRE goiano”.

A decisão foi dada pela juíza da 1ª Zona Eleitoral de Goiânia Maria Umbelina Zorzetti. A medida atende ao pedido do Ministério Público Eleitoral. Na denúncia, o órgão relatou os eventos que configuraram as condutas vedadas.

Caiado inelegível

O caso rendeu, ainda, consequências para Caiado. Diante da suspeita de utilização do palácio do governo para favorecer o aliado na corrida pela prefeitura de Goiânia, a Justiça Eleitoral determinou a inelegibilidade do governador por um período de oito anos.

Acessos - 137