Notícia
19 de junho de 2026 - Orcedino Júnior
A crise envolvendo os assistentes da educação infantil da rede municipal de Goianésia volta a se agravar após o possível descumprimento de um acordo firmado entre a categoria e a Prefeitura ainda no mês de maio.
Na ocasião, após a pressão da greve deflagrada pelas servidoras das creches municipais no dia 11, a gestão do prefeito Renato de Castro havia autorizado o andamento das progressões horizontais e verticais previstas no plano de carreira da categoria, que estavam congeladas desde 2012. A decisão foi recebida como um avanço histórico pelas profissionais da educação infantil, que há mais de uma década aguardavam a efetivação do direito.
No entanto, segundo representantes da categoria, os compromissos assumidos no entendimento de maio não foram cumpridos, o que reacendeu o descontentamento entre os servidores e reacende o clima de paralisação nas creches muncipais.
Diante do impasse, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SEPUMGO) convocou uma assembleia geral para o dia 20 de junho, quando a categoria deverá avaliar os rumos do movimento. A principal pauta é a possibilidade de uma nova paralisação, com indicativo de greve a partir do dia 23 de junho, caso não haja avanço concreto nas negociações com a administração municipal.
Clima de tensão retorna às creches municipais
O novo cenário coloca novamente a educação infantil no centro de um embate entre servidores e Prefeitura, repetindo um quadro de instabilidade já vivido recentemente no município. As assistentes da educação infantil afirmam que aguardam não apenas o cumprimento das progressões, mas também avanços na valorização da carreira e na implementação de melhorias estruturais prometidas nas negociações.
Sindicato cobra cumprimento integral do acordo
O sindicato afirma que a categoria permanece aberta ao diálogo, mas cobra que os compromissos firmados sejam executados de forma integral e dentro dos prazos estabelecidos. A entidade reforça que a assembleia do dia 20 será decisiva para definir os próximos passos do movimento.
Caso a paralisação seja confirmada, a rede municipal de educação infantil poderá enfrentar nova interrupção nas atividades, impactando diretamente centenas de famílias que dependem do atendimento nas creches públicas do município.
Até o momento, a Prefeitura de Goianésia não se manifestou oficialmente sobre a convocação da assembleia nem sobre a possibilidade de uma nova greve.