Notícia Como Brasil e Noruega se preparam para jogo que deve ter sensação térmica de 38 graus
02 de julho de 2026 - Orcedino Júnior
Como Brasil e Noruega se preparam para jogo que deve ter sensação térmica de 38 graus

Vai estar quente para todo mundo, mas pior para eles. É neste cenário que o Brasil enfrenta a Noruega, domingo, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. A partida será disputada sob altas temperaturas, que já geraram alertas climáticos para a população de Nova York e Nova Jersey, e preocupam brasileiros e, principalmente, noruegueses.

Onda de Calor e sensação térmica de até 46ºC

A previsão meteorológica é de uma forte onda de calor no feriado de 4 de julho, dia da independência dos Estados Unidos, com temperaturas entre 35ºC e 41ºC e sensação térmica que chegará a 46ºC. A preocupação das autoridades é tanta que há recomendação para evitar atividades ao ar livre e hidratação constante. Cidades como Nova York e Detroit chegaram a ativar protocolos de emergência.

Para o horário do jogo, domingo, às 17h (de Brasília) - 16h no horário local -, o pico de calor já vai ter passado, mas ainda assim a previsão é de temperatura até 33ºC e sensação termina de 38ºC com alta umidade. O cenário preocupa, apesar de não surpreender Brasil e Noruega, que ativaram protocolos preventivos ainda antes da Copa.

Testes de urina e regime de micção fazem parte do protocolo norueguês

Em países nórdicos, as temperaturas raramente passam dos 20ºC no verão e habitualmente ficam abaixo de zero no inverno. Para combater os efeitos do forte calor, Noruega faz testes diários de urina nos jogadores desde a chegada aos Estados Unidos para avaliar o nível de hidratação deles.

— Teremos amostras de urina coletadas diariamente, durante toda a próxima semana, e depois nos pesarão antes e depois do treino para saber quanto líquido perdemos. Além disso, nos deram alguns géis que devemos tomar antes de dormir — contou o lateral-esquerdo David Moller à emissora NRK antes do início do Mundial.

Foi instituído ainda um regime de micção para que haja controle total sobre o equilíbrio hídrico dos corpos dos jogadores.

— É bem simples: você urina antes e depois do treino. E urina quando se levanta. Provavelmente, o mais importante é ir ao banheiro duas vezes — explicou o treinador Ståle Solbakken.

Hidratação em foco e "ice vests" na estratégia da Seleção Brasileira

A CBF adotou uma série de cuidados para minimizar os efeitos do calor. As medidas vão desde a chegada aos Estados Unidos 10 dias antes do início do torneio, para facilitar a aclimatação, até a compra de equipamentos para hidratação e resfriamento corporal.

– A gente comprou coletes que são chamados de "ice vests" (vestimentas de gelo, em inglês). Eles tem aberturas para você colocar sacos de gelo. Então, no intervalo dos jogos e nos treinos a gente pode colocar nos atletas para resfriar o tórax. Também usamos toalhas molhadas e geladas, para aplicar na região do pescoço e da cabeça, onde há mais receptores de calor – explica o fisiologista da Seleção, Guilherme Passos.

Na data Fifa de março, os atletas convocados passaram por testes para identificar a composição do suor deles e quais deles tinham uma maior perda de sais minerais durante os jogos. Com isso, é possível desenvolver estratégias individualizadas de hidratação para cada um. O trabalho foi feito em parceria com a Gatorade, patrocinadora da Seleção.

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