Notícia
13 de maio de 2026 - Orcedino Júnior
Abastecer o carro em Goianésia voltou a pesar no bolso do consumidor. Com o etanol chegando a R$ 4,99 e a gasolina a R$ 7,49, o município figura entre os preços mais altos de Goiás, alem de reacender uma velha discussão: a prática de cartel entre postos de combustíveis na cidade.
A realidade enfrentada pelos motoristas goianesienses não é novidade. Há mais de duas décadas, o Jornal Opinião denuncia a falta de concorrência no setor e o domínio econômico exercido por poucos grupos empresariais. Hoje, dos 11 postos existentes no perímetro urbano do município, a maior parte está concentrada nas mãos de apenas dois ou três empresários, situação que praticamente elimina a livre concorrência e impede a redução dos preços.
No último dia 12 de maio, o Jornal Opinião realizou um registro fotográfico dos 11 postos de combustíveis dentro da cidade. As imagens comprovam o alinhamento nos valores praticados: etanol a R$ 4,99 e gasolina a R$ 7,49 em todos os estabelecimentos. O levantamento reforça as suspeitas antigas de combinação de preços no município.
Consumidores se sentem desamparados diante de uma prática que, segundo especialistas em defesa econômica, prejudica diretamente a economia popular e compromete o direito à concorrência, devido à ausência de uma atuação mais rigorosa dos órgãos fiscalizadores.
Diante desse cenário, cresce o apelo popular por uma intervenção imediata do Procon de Goianésia e do Ministério Público. A população cobra fiscalização rigorosa, investigação sobre possível cartel e medidas concretas que garantam concorrência justa e preços mais acessíveis aos consumidores.
O cartel de combustíveis é crime contra a ordem econômica e pode resultar em multas milionárias, além de sanções civis e criminais aos responsáveis. Entretanto, em Goianésia, o problema atravessa sem uma solução concreta.
Ao longo dos anos, o Jornal Opinião publicou diversas reportagens alertando para o cenário preocupante no mercado de combustíveis da cidade. Mesmo com sucessivas denúncias e reclamações populares, pouca coisa mudou. Os preços continuam elevados, a concorrência permanece limitada e o consumidor segue pagando a conta.
Enquanto isso, trabalhadores, motoristas de aplicativo, produtores rurais e famílias inteiras convivem com um combustível cada vez mais caro, reflexo de um sistema que parece funcionar sem fiscalização e sem concorrência real.