Notícia Campanha ‘Janeiro Branco’ completa dez anos de existência em prol da saúde mental
03 de janeiro de 2024 - Orcedino Junior
Campanha ‘Janeiro Branco’ completa dez anos de existência em prol da saúde mental

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O ano de 2024 acabou de começar e com ele inicia-se a campanha Janeiro branco, que visa alertar para os cuidados com a saúde mental e emocional da população, a partir da prevenção das doenças decorrentes do estresse, como ansiedade, depressão e pânico. 

As doenças mentais podem ser causadas por uma série de fatores, como genética, estresse, abuso de substâncias e traumas. Nesse rol entram também os transtornos de humor, esquizofrenia e o transtorno bipolar.

A importância dos cuidados com a saúde mental é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e vem ganhando cada vez mais lugar nos espaços de discussão sobre políticas públicas de saúde. Para a vice-presidente do Instituto Janeiro Branco e também psicóloga, Valéria Ribeiro, falar de saúde mental é falar de todas as outras coisas, pois estar com a saúde mental organizada, ter condições emocionais e subjetivas para funcionar no mundo é fundamental.

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Sintomas e tratamento

O Brasil tem o terceiro pior índice de saúde mental do mundo, segundo o último relatório anual de Estado Mental do Mundo, que inclui 64 países. No Espírito Santo estima-se, com base na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), que 25% da população convive com algum tipo de transtorno mental, ou seja, cerca de 950 mil pessoas. 

Identificar os sinais e buscar orientação nem sempre é tão simples, mas é essencial perceber os sintomas e procurar ajuda profissional. “É importante lembrar que cada pessoa é única e os sinais podem variar. Além disso, a presença de alguns desses sintomas não significa, necessariamente, um transtorno mental específico. Se alguém estiver preocupado com sua saúde mental ou com a de alguém que conhece, é aconselhável procurar a orientação de um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra”, explica o idealizador do “Janeiro Branco” Leonardo Abraão. Ele deixa um alerta para os seguintes sintomas: 

  1. Mudanças de humor extremas: oscilações frequentes entre extremos de humor, como tristeza intensa, irritabilidade ou euforia excessiva;
  2. Isolamento social: retraimento social, evitando interações sociais ou retirando-se de atividades que costumavam ser apreciadas;
  3. Alterações no sono: insônia, hipersonia (dormir em excesso) ou padrões de sono irregular;
  4. Mudanças no peso ou hábitos alimentares: perda ou ganho significativo de peso sem uma razão aparente, ou mudanças marcantes nos hábitos alimentares;
  5. Fadiga constante: sentir-se constantemente cansado, sem motivação ou energia;
  6. Dificuldades de concentração: problemas para se concentrar, tomar decisões ou realizar tarefas cotidianas;
  7. Autoestima baixa: sentimentos persistentes de inadequação, baixa autoestima ou autocrítica intensa;
  8. Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio: pensamentos persistentes sobre a morte, morrer ou ideação suicida;
  9. Mudanças no desempenho no trabalho ou na escola: dificuldades significativas no desempenho acadêmico ou profissional;
  10. Aumento no consumo de substâncias: uso excessivo de álcool, drogas ou outros comportamentos de evasão;
  11. Irritabilidade: sentimentos frequentes de irritação, raiva ou hostilidade desproporcional às situações;
  12. Sintomas físicos sem causa aparente: dores crônicas, dores de cabeça ou outros sintomas físicos persistentes sem explicação médica;
  13. Dificuldades nos relacionamentos: problemas recorrentes nos relacionamentos interpessoais, seja em casa, no trabalho ou socialmente;
  14. Preocupação excessiva: preocupações constantes, ansiedade generalizada ou ataques de pânico;
  15. Comportamentos autodestrutivos: participação em comportamentos de risco, autolesão ou abuso de substâncias.

  

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