Notícia Brasil recebe Cúpula da Amazônia nesta semana em Belém do Pará
08 de agosto de 2023 - Orcedino Junior
Brasil recebe Cúpula da Amazônia nesta semana em Belém do Pará

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O Brasil vai receber representantes de 15 países para a Cúpula da Amazônia. O evento acontece entre terça (8) e quarta-feira (9), em Belém (PA), para debater políticas públicas de cooperação para a região. Entre elas, desmatamento ilegal, combate ao crime organizado e financiamento externo para o desenvolvimento sustentável na Amazônia. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste domingo (6), que a reunião vai focar em um “desenvolvimento sustentável” que cuide do bioma e da população.  

“Nós vamos cuidar da Amazônia. Os próximos dias serão de muito trabalho entre os países da região para focarmos em um desenvolvimento sustentável que cuide das florestas e das pessoas", escreveu em suas redes sociais. Lula está na região Norte do país desde a última sexta-feira e fica no Pará até quarta-feira. 

A Cúpula da Amazônia deve ser marcada por alguns anúncios. Entre eles, a criação de um centro de cooperação policial em Manaus (AM) e a formatação de um sistema integrado de tráfego aéreo. O comunicado final da cúpula, a Declaração de Belém, deve instituir a criação de um grupo de trabalho para estudar a criação do Parlamento Amazônico dos oito países, que são membros da Organização do Tratado de Cooperação. Amazônica (OTCA). 

O grupo foi criado em 1995 pelos oito países que concentram a floresta: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. 

OTCA é o único organismo internacional que tem sede em Brasília e realiza diversos tipos de monitoramento sobre a região amazônica, muitos deles em tempo real. Diferentemente de outros acordos entre as nações envolvidas, seu principal objetivo é ampliar o conhecimento sobre a floresta..  

“Não tem nada a ver com tratados comerciais ou de exportação, é um tratado voltado para a produção do conhecimento. Tem projetos sobre recursos hídricos, aquíferos, biodiversidade, saúde indígena e de comunidades isoladas, navegação comercial, combate a incêndios, combate ao crime organizado, estudos sobre qualidade de água, desigualdades”, listou Gisela Padovan. 

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