Notícia Após greve das creches, Renato recua e libera progressões congeladas desde 2012
11 de maio de 2026 - Orcedino Júnior
Após greve das creches, Renato recua e libera progressões congeladas desde 2012

A pressão da greve das servidoras das creches municipais fez a Prefeitura de Goianésia recuar e abrir negociação com a categoria. Após muitas mobilizações nos últimos meses e o início da greve nessa segunda-feira, 11, por parte dos assistentes da Educação Infantil, o prefeito Renato de Castro autorizou no mesmo dia,  o andamento das progressões horizontais e verticais que estavam congeladas desde 2012.

A reunião, realizada no Paço Municipal com representantes da categoria, contou também com a presença do secretário municipal de Educação, Noé Raimundo, e marcou uma mudança de postura da administração após o desgaste provocado pela paralisação das servidoras das creches.

As progressões autorizadas contemplam mudanças de letras e qualificações profissionais, uma reivindicação histórica das profissionais da educação infantil que há mais de uma década aguardavam o cumprimento dos direitos previstos no plano de carreira.

O anúncio acontece em meio à forte pressão da categoria, que colocou a gestão municipal no centro do debate público e aumentou a cobrança por respostas concretas.

Além da liberação das progressões, a Prefeitura informou que dará continuidade aos estudos para implantação do novo piso da categoria. Segundo a administração, está sendo criada uma comissão para avaliar a aplicação da Lei Federal nº 15.326/2025, realizando análises técnicas, jurídicas e financeiras.

Durante o encontro, Renato de Castro afirmou que a gestão busca construir soluções “responsáveis e juridicamente seguras” para atender as reivindicações das servidoras. Já Noé Raimundo destacou que os estudos continuarão para viabilizar a implementação da legislação dentro da realidade financeira do município.

Nos bastidores políticos, a decisão é vista como um recuo da Prefeitura diante da força do movimento das servidoras da educação infantil, que conseguiram colocar na pauta uma demanda esquecida há mais de 13 anos.

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