Notícia Anglo American investe em pesquisa para reaproveitar resíduos gerados na produção de ferroníquel
10 de março de 2014 - Orcedino Junior
Anglo American investe em pesquisa para reaproveitar resíduos gerados na produção de ferroníquel

Estudos contam com a parceria do Senai e do Instituto Militar de Engenharia do Rio de Janeiro

Estabelecer alternativas para o aproveitamento de resíduos sólidos é um dos grandes desafios da sociedade moderna. Por isso, a Anglo American mantém uma política de gestão ambiental que procura dar melhor destinação aos resíduos gerados em seu processo produtivo e consequentemente gerar valor.

Nesse sentido, a companhia, em parceria com a Unidade Integrada do Sesi Senai Niquelândia e o Instituto Militar de Engenharia (IME), do Rio de Janeiro, realizou uma pesquisa para o aproveitamento de um resíduo obtido na produção do ferroníquel na construção civil. Denominado “Estudos para Utilização de Escória de Ferroníquel das Plantas de Barro Alto e Codemin na Construção Civil”, o trabalho foi um dos projetos vencedores da edição de 2011 do Edital Senai Sesi de Inovação.

Ao longo de quase dois anos, foram realizados vários testes físicos-químicos nos laboratórios do IME para avaliar o potencial da utilização desse resíduo. Inclusive, a dissertação de mestrado da engenheira Graziella Pereira Pires dos Santos foi baseada nestes estudos, que contaram com a coordenação do major Antônio Guimarães, do IME, e de uma equipe multidisciplinar formada ainda por profissionais da Anglo American e do Senai.

Os testes realizados consistiram em utilizar 40% de escória de ferroníquel no revestimento asfáltico e 30% na base de um pavimento alfáltico de uma área de 3.000 m2 na Codemin, em Niquelândia, realizado com sucesso. Foi comprovado, durante a pesquisa, que o asfalto elaborado com a escória de ferroníquel é uma alternativa adequada para o uso de misturas asfálticas, como a substituição parcial da brita na pavimentação de estradas e ruas e também da areia na fabricação de blocos de concreto.

A escória é um resíduo que gera custos com transporte, preparação e adequação do local para sua deposição. Com o projeto é possível dar uma aplicação a escória, além de diminuir os impactos ambientais sobre rios e córregos de onde se retiram areia para fabricação dos blocos de concretos na construção civil.

Outros possíveis benefícios são: a redução da área necessária para estocagem de escória nas plantas industriais; redução da movimentação interna de caminhões para o transporte do resíduo; aumento da interação com a comunidade e centros de pesquisa com novas oportunidades; e destinação para projetos de pavimentação.

O trecho experimental construído está sendo monitorado, apresenta bom comportamento e os estudos devem continuar, a partir da realização de testes mais modernos, e também de novas aplicações da escória, como na agricultura. A Anglo American continuará investindo em pesquisas, buscando sempre promover o desenvolvimento sustentável.

Sobre a Anglo American

A Anglo American plc. é uma das maiores companhias de mineração do mundo, com sede no Reino Unido e ações negociadas nas bolsas de Londres e Joanesburgo. Seu portfólio de negócios atende às diferentes necessidades dos clientes e abrange commodities de alto volume – minério de ferro e manganês; carvão metalúrgico e carvão mineral; metais básicos e minerais – cobre, níquel, nióbio e fosfatos; e metais e minerais preciosos – nos quais é líder global em platina e em diamantes.

A Anglo American é comprometida com a realização de um trabalho alinhado aos seus stakeholders - investidores, clientes, parceiros e empregados - para criar valor sustentável que faz a diferença, respeitando os mais altos padrões de segurança e responsabilidade em todos os seus negócios e localidades. As operações de mineração, projetos de expansão e atividades de exploração da empresa estão presentes no sul da África, América do Sul, Austrália, América do Norte, Ásia e Europa.

A empresa atua no Brasil desde 1973 e hoje está presente no País com quatro produtos: minério de ferro, com o Minas-Rio, o maior projeto de exploração de minério de ferro em desenvolvimento no mundo; níquel, com operações nos municípios de Barro Alto e Niquelândia, em Goiás; fosfato, com as operações nos municípios de Ouvidor (GO), Catalão (GO) e Cubatão (SP), e nióbio, presente nos municípios de Catalão e Ouvidor, em Goiás.

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