
De janeiro a julho deste ano, equipes da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) realizaram 128 ações de controle de morcegos hematófagos da espécie Desmodus rotundus em Goiás.
As atividades de captura de animais e monitoramento de abrigos integram o Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), desenvolvido com o objetivo de prevenir e reduzir a incidência da doença, que é uma zoonose fatal e pode causar prejuízos econômicos e prejudicar a saúde humana.
Raiva
A raiva dos herbívoros, que acomete bovinos, bubalinos, equídeos, caprinos e ovinos, além de mamíferos domésticos, é um mal causado por vírus e se caracteriza também como zoonose, porque afeta os humanos. A doença é causada por um vírus RNA da família Rhabdoviridae, gênero Lyssavirus. A transmissão ocorre pela inoculação do vírus presente na saliva do mamífero infectado prioritariamente pela mordedura ou lambedura de mucosas. A transmissão envolve quatro ciclos epidemiológicos distintos.
No ciclo aéreo a doença é transmitida entre os morcegos, o ciclo silvestre, com transmissão entre animais silvestres (exemplo: macacos e raposas), o ciclo urbano, com transmissão entre cães e gatos e o rural que envolve bovinos, bubalinos e equinos. A partir desses ciclos, a doença pode acometer os humanos.
De acordo com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por se tratar de uma zoonose que afeta diretamente homens e animais, o contato entre os animais infectados e a população humana propicia a transmissão da doença, o que faz da raiva um grave problema de saúde pública.
Os casos de animais positivos para raiva devem ser informados para as áreas competentes – em Goiás, pode ser por meio do Disque Defesa (0800-646-1122). As atividades de comunicação de risco devem ser realizadas de forma a ampliar a notificação de casos suspeitos e evitar o contato da população com os animais expostos ao vírus. Os profissionais que atuam na vigilância da raiva devem ser submetidos à profilaxia pré-exposição e à titulação de anticorpos periodicamente, conforme recomendações do Ministério da Saúde.