
Problema com documentação levou departamento das Forças Aéreas a determinar fechamento de aeroportos de pequeno porte de Goianésia e Palmeiras. Outros 13 correm risco.
Dois aeródromos em Goiás, localizados em Palmeiras de Goiás e em Goianésia, tiveram suas operações temporariamente suspensas por não terem apresentado um plano de zona de proteção ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Força Aérea Brasileira (FAB). Essa norma tem sido obrigatória desde 2012 e um novo aviso foi dado em maio de 2015 reiterando a suspensão em caso de não cumprimento.
Nesse mesmo caminho estão outros 13 campos de aviação em Goiás que já receberam, inclusive, aviso de que serão fechados daqui a exatamente um mês se não apresentarem o documento. “Como dois já fecharam, estamos temerosos que os outros também tenham o mesmo destino.
As pistas serão totalmente interditadas. Imagina não poder trafegar UTI aérea, questões de emergência. O transporte aéreo, hoje, é vital. Aulas não serão mais ministradas e até mesmo as autoridades não poderão decolar”, afirma o presidente do Aeroclube de Goiás, Arsênio Neiva Costa.
A situação pode ser ainda pior, já que a Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) informa que apenas 2 dos 25 aeródromos sob responsabilidade do Estado contam com o plano de proteção – os de Catalão e de Anápolis.
Os de Goianésia e Palmeiras de Goiás estão sob cuidados das respectivas prefeituras.
A Agetop informa que os planos de proteção dos aeródromos se encontram ainda em fase de licitação, que estaria em andamento pelo órgão. “A Agetop protocolará junto aos organismos que controlam o espaço aéreo nacional e os aeródromos a prorrogação de prazo para apresentar os planos, tendo em vista a licitação que se encontra em curso”, afirmou em nota ao POPULAR.
Para a Agetop, o prazo será concedido pois foi o que aconteceu no Paraná e em Santa Catarina. Ainda segundo o órgão, em três meses, os planos estariam concluídos.
Fonte: O Popular (GO) via CECOMSAER 15 JUN 2016