Policiais civis decidem manter paralisação

Policiais civis de Goiás estão em greve desde o o dia 11 de julho.Policiais civis de Goiás estão em greve desde o o dia 11 de julho.

Agentes e escrivães decidem pela continuidade da greve, mesmo com decisão da Justiça considerando-a ilegal.

Os policiais civis de Goiás decidiram ontem (31) continuar em greve por tempo indeterminado. A decisão veio após o anúncio do governo de que, caso os servidores continuassem paralisados, teriam seus pontos cortados. A categoria está em greve desde o dia 11 de julho. O assessor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol), Rainel Mascarenhas Rufo, afirmou que a greve da categoria é legal e justa. “É impossível cortar os nossos pontos, pois nós temos jurisprudência. A greve é legal e está autorizada pela Constituição. E por causa disso não é possível o corte de ponto. É um equívoco muito grande.”

O Sinpol e a União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci) foram notificados pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ) sobre a ilegalidade de sua paralisação através de uma liminar que decreta o fim imediato da greve.

No entanto, a categoria decidiu continuar paralisada, pois, de acordo com Rainel Mascarenhas, eles irão recorrer desta decisão nos próximos dez dias.

“Nas cinco últimas paralisações que fizemos foi dada a mesma sentença pelo TJ, mas, como estávamos certos, ganhamos. Então temos jurisprudência”, explicou.

“Única opção”

O sindicato afirma que a greve foi a única opção da categoria após as portas de negociação com o governo estadual terem sido fechadas. “Tentamos conversar durante um ano e seis meses, mas não chegamos a um acordo e não nos foi dada mais nenhuma oportunidade de conversa. Então tivemos que tomar esta decisão”, afirmou o assessor jurídico do Sinpol.

Atendimentos

Durante os vinte dias de greve, o Sinpol informou que foram feitas apenas 1,5 mil ocorrências, enquanto, em dez dias de trabalho normal, geralmente são registrados 13 mil procedimentos. Ou seja, apenas 11% do total de ocorrências normalmente registradas estão sendo feitos. Segundo a norma indicativa de greve, apenas crimes hediondos e emergências estão sendo atendidas pela Polícia Civil.

Na última segunda-feira, o Sinpol e a Ugopoci se reuniram com o Secretário de Segurança Pública e Justiça (SSPJ), João Furtado de Mendonça Neto, para discutir uma nova proposta do governo. Segundo o sindicato, a SSPJ, junto com a Secretaria da Fazenda (Sefaz) e Seretaria de Gestão e Planejamento (Segplan), está estudando uma tabela de propostas que vai ser votada em assembleia pela categoria.

Ontem, em assembleia, os policiais civis decidiram que, na próxima terça-feira, farão uma passeata, saindo da Assembleia Legislativa de Goiás e indo em direção ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira.

Fonte: O Popular

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