Ex-mulher de Cachoeira não quer falar na CPI

Andréia Aprígio, ex-mulher de Cachoeira.Andréia Aprígio, ex-mulher de Cachoeira.

A defesa de Andréa Aprígio, ex-mulher do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) o direito de ficar calada em depoimento na próxima quarta-feira (8/7) à CPI do Congresso Nacional que investiga as relações do contraventor com políticos e empresários.

O habeas corpus foi protocolado nesta segunda (30) e tornado público pelo tribunal nesta terça (31). A relatora é a ministra Rosa Weber, mas ainda não há previsão para decisão.

A defesa pediu "direito de permanecer calada ou em silêncio, de não assinar termo de compromisso de dizer a verdade, de não se autoincriminar, de ser assistida por seus advogados e, principalmente, de não ser presa ou processada por desobediência ou falso testemunho".

Atualmente, Andréa Aprígio dirige a indústria farmacêutica Vitapan, que, segundo investigações da Polícia Federal na Operação Monte Carlo, é comandada pelo bicheiro. A ex-mulher seria uma "laranja" de Cachoeira.

A defesa informa ao STF que ela foi casada com Cachoeira até 2004 e que tem três filhos com ele. O documento diz que Andréa Aprígio se viu "enrodilhada no estrépito forense decorrente da prisão do seu ex-marido".

Por conta da apuração da PF, alega a defesa, Andréa Aprígio é tratada como investigada "não podendo, assim, figurar como testemunha".

No pedido, os advogados criticam o fato de que a intimação para ela comparecer à CPI foi deixada na portaria do prédio em um momento em que ela estava em viagem.

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