Márcio Thomaz Bastos não é mais o advogado de Cachoeira

A detenção de Andressa, noiva de Cachoeira, foi o estopim para a sáida de Márcio Thomaz (na foto à direita)A detenção de Andressa, noiva de Cachoeira, foi o estopim para a sáida de Márcio Thomaz (na foto à direita)

O escritorio do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos deixa nesta terça-feira oficialmente a defesa do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A saída será protocolada no processo sem pronunciamento formal.

A detenção de Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, foi o estopim. Mas a crise já se alongava durante semanas.

Thomaz Bastos já estava fora do caso há duas semanas. Uma advogada da equipe, Dora Cavalcanti, afirmou que durante a defesa de Cachoeira surgiram "atritos naturais" e que a relação entre empresário e advogados foi desgastada.

"A saída do caso foi amigável. Nosso acordo era defender o empresário Carlinhos Cachoeira apenas até a audiência da semana passada. Fui uma saída natural", disse a advogada à Folha.

Segundo advogados da equipe, não há previsão de pagamento por ressarcimento ao réu.

Cachoeira é acusado de envolvimento em um esquema de jogos ilegais e está preso desde fevereiro deste ano.

Ontem (30), a noiva do empresário, Andressa Mendonça, foi detida sob suspeita de tentar corromper o juiz responsável pela Operação Montecarlo, que resultou na prisão do empresário. Ela prestou depoimento e pagou fiança de R$ 100 mil para ser liberada.

Segundo o juiz federal Alderico Richa Santos, Andressa o ameaçou com a divulgação de um dossiê contra ele caso a prisão de Cachoeira não fosse revogada. O documento seria publicado pela revista Veja.

Procurada pela reportagem, a Veja, por meio de sua assessoria, afirmou que vai pedir processar o autor da calúnia. "A direção da Veja afirma que seu departamento jurídico está tomando providências para processar o autor da calúnia, que tenta envolver de maneira criminosa a revista e seu jornalista com uma acusação absurda, falsa e agressivamente contrária aos nossos padrões éticos", diz nota da assessoria.

(Com informações da Folha de São Paulo e Veja).

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