Consumidor já pode fazer consulta ao cadastro positivo

São Paulo - Criado oficialmente em 2011 e regulamentado apenas no ano passado, o cadastro positivo começou a ser consultado neste fim de semana. O cadastro reúne informações de operações financeiras e obrigações de pagamento de pessoas físicas ou jurídicas, que possibilita a visualização de todo o comportamento e o histórico do pagador.

Nesta primeira fase, no entanto, apenas as informações bancárias dos consumidores foram liberadas. Essa "lista de bons pagadores" traz uma nota (ou "score") do consumidor, que é calculada com base nas operações de crédito em geral, como empréstimos bancários, financiamentos imobiliários e cartão de crédito, além de pagamentos de serviços continuados, como luz, água e telefone.

A promessa é que os consumidores com melhores notas vão ter acesso a melhores opções de juro e crédito e também prazos de pagamento mais longos. "Essa medida representa um enorme avanço em comparação ao sistema anterior, que só considerava os aspectos negativos", afirma Lola de Oliveira, diretora de Serviços ao Consumidor da Boa Vista SCPC.

A expectativa é que a medida também ajude endividados a regularizarem suas contas. De acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), a estimativa é que 45% dos endividados consigam se estabilizar financeiramente por meio do programa. "A ideia é que o consumidor que passou por um problema financeiro pontual consiga recuperar sua reputação no mercado por meio do seu histórico de bom pagador", diz Vilásio Pereira, gerente de Cadastro Positivo do SPC Brasil.

Os cadastros, que foram abertos automaticamente, já podem ser consultados pelos consumidores nas páginas ou praças de atendimento dos quatro birôs autorizados pelo Banco Central (BC) a atuar como gestores: Serasa, Boa Vista SCPC, SPC Brasil e Quod. Já estão com os dados registrados no sistema todos aqueles que receberam uma notificação por meio de carta, e-mail ou SMS.

Para consultar sua nota, o consumidor precisa informar nome completo, CPF, e-mail e número de telefone. Em alguns casos, será preciso enviar uma fotografia em formato selfie com fotos dos documentos. A validação do cadastro será feita por e-mail ou SMS. As informações podem ser consultadas pelo varejo, bancos e demais instituições financeiras.

Todo cidadão que contratar uma operação de crédito ou tiver conta de serviço continuado estará automaticamente incluído no cadastro positivo. Quem quiser sair do sistema, precisará fazer a solicitação a um dos gestores. A exclusão dos dados dos sistemas ocorrerá em até dois dias. A expectativa do Banco Central é que, com o cadastro positivo, a avaliação do risco de crédito seja aprimorada, com queda das taxas de juros cobradas dos bons pagadores e redução dos índices de inadimplência.

'Desbancarizados'
Nesta primeira etapa, estão sendo analisadas apenas as informações bancárias dos consumidores - que têm sido enviadas desde 11 de novembro do ano passado. "Esperamos que as empresas de serviço continuado (luz, água, telefonia e gás) enviem seus dados ainda no primeiro semestre de 2020", diz Pereira. A inclusão dos dados dessas empresas deve permitir uma adesão de pessoas ainda maior, acredita Lola.

"O cadastro positivo será mais inclusivo, pois inclui todas aquelas pessoas que são consideradas invisíveis pelo mercado e eliminar a assimetria de informações." Tanto que uma das metas do programa é atingir os 45 milhões de "desbancarizados" (sem nenhuma relação com os bancos) no País, segundo dados do Instituto Locomotiva de 2019. Outro ponto positivo, segundo Pereira, é que a abertura de dados deve estimular a concorrência.

"Uma de nossas intenções é descentralizar informações que antes ficavam apenas sob o controle das instituições bancárias e permitir que elas cheguem com mais facilidade às fintechs, por exemplo. Isso deve melhorar as condições e as ofertas de crédito no mercado", afirma ele. (Agência Estado)

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Petrobrás reduz 3% do preço da gasolina e do diesel nas refinarias

Refinaria da Petrobras em Paulínia (SP) — Foto: Paulo Whitaker/Reuters
Rio de Janeiro - A Petrobras confirmou, há pouco, redução de 3% no preço do diesel e da gasolina para as refinarias. A medida entra em vigor nesta terça-feira (14/1). O último reajuste anunciado pela companhia para a gasolina foi em 1º de dezembro do ano passado e, para o diesel, no dia 21 daquele mês.
 
A medida não surpreendeu o mercado, disse hoje (13), à Agência Brasil, o presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda Soares.
 
Soares lembrou que, quando começou a tensão entre Irã e Estados Unidos, o preço do barril de petróleo no mercado internacional subiu de US$ 64 para US$ 70. Como o preço já voltou ao patamar anterior, Soares disse que a tendência é de queda do preço dos dois combustíveis no mercado interno brasileiro. “É absolutamente normal e esperada essa atitude da Petrobras.”
 
O presidente da Fecombustíveis ressaltou, porém, que, para o consumidor, a redução do preço deve demorar algum tempo, porque as distribuidoras têm que gerir o estoque, estimado entre 15 milhões e 20 milhões de litros. “Só baixa o preço quando ela [distribuidora] vender o estoque que comprou mais caro”. Para chegar à bomba, deve demorar 15 dias, “porque a concorrência é muito grande no setor de revenda”, disse Soares. (Agência Brasil)
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Autoajuda domina lista de livros mais vendidos no Brasil

São Paulo - "A Sutil Arte de Ligar o F*da-se", obra de Mark Manson publicada no País pela Intrínseca em 2017, foi o livro mais vendido no Brasil em 2018 e, de novo, em 2019. Manson, que tem 35 anos, é americano, blogueiro, consultor de desenvolvimento pessoal e autor best-seller de obras de autoajuda - depois ele lançou "F*deu Geral: Um Livro Sobre Esperança?" -, foi um dos destaques da Bienal do Livro do Rio de Janeiro no ano passado e sua vinda ao Brasil pode ter ajudado a impulsionar as vendas.

Na lista de livros mais vendidos, feita pela Nielsen e divulgada com exclusividade para o jornal O Estado de S. Paulo, só há livros de autoajuda - pessoal e financeira. Nenhuma obra de ficção. Dos 15 livros mais vendidos, 9 já apareceram no ranking (de 21 livros) de 2018. E apenas um deles foi publicado em 2019: "Brincando com Luccas Neto".

Isso é um sinal de que o mercado editorial, em crise nos últimos anos e que está sentindo os efeitos da diminuição dos pontos de venda e da falta de pagamento por parte de algumas livrarias, não está conseguindo, do seu lado, descobrir ou criar nenhum fenômeno editorial.

Os brasileiros Paulo Vieira, coach, e Luccas Neto, youtuber, são os autores com mais livros entre os best-sellers: dois, cada um. Eles também estavam na lista de 2018. Apenas duas mulheres aparecem no ranking este ano: a brasileira Nathalia Arcuri, com "Me Poupe!", e a americana Carol S. Dweck, autora de "Mindset". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

BEST-SELLERS
1º A Sutil Arte De Ligar O F*da-Se, Mark Manson
2º Milagre da Manhã, H. Elrod
3º Do Mil Ao Milhão, T. Nigro
4º Seja Foda!, Caio Carneiro
5º Brincando com Luccas Neto, Luccas Neto
6º As Aventuras na Netoland, Luccas Neto
7º O Poder da Autorresponsabilidade, Paulo Viera
8º Os Segredos da Mente Milionária, T. Harv Eker
9º Me Poupe!, Nathalia Arcuri
10º O Poder da Ação, Paulo Vieira
11º Pai Rico, Pai Pobre, R. Kiyosaki
12º Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, Dale Carnegie
13º Mindset, Carol S. Dweck
14º O Poder do Hábito, Charles Duhigg
15º Mais Esperto Que o Diabo, Napoleon Hill

(Agência Estado)

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Cerrado perde uma cidade de São Paulo a cada três meses

Vista aérea de plantação de soja em área de cerrado nativo.

Após o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) constatar aumento de quase 30% do desmatamento na Amazônia no último ano e de 114% desde o ano de promulgação do novo Código Florestal (2012), o governo informou em dezembro passado. que a perda de cobertura vegetal do Cerrado entre agosto de 2018 e julho de 2019 foi de 648.400 hectares, mantendo os preocupantes níveis dos últimos anos. Muito embora tenha havido uma pequena redução em relação ao ano passado, de 2,26%, a perda ainda é alarmante: equivale à derrubada da cidade de São Paulo, ou a área metropolitana de Londres, a cada três meses.

Os dados são do Prodes Cerrado, mapeamento do Inpe, sob coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Sua série histórica indica estabilização na taxa de destruição do Cerrado nos últimos quatro anos em torno de uma média de 680 mil ha/ano. Mais da metade da área original do bioma já foi convertida, principalmente para atividades agropecuárias, e pesquisas apontam que infelizmente apenas 20% do que resta de vegetação encontra-se em condições saudáveis de conservação. Isso torna o Cerrado uma das áreas naturais mais ameaçadas do planeta. Segundo pesquisadores, no ritmo de destruição dos últimos anos, o Cerrado caminha para um processo de extinção em massa sem precedentes na história do planeta.

Sobre os números de desmatamento no Cerrado, Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil, afirma: “O Cerrado vive uma tragédia silenciosa, pois continua a ser destruído por falta de políticas responsáveis. O Código Florestal, por exemplo, mesmo que estivesse de fato sendo implementado (o que não é a realidade), protege pouco ao bioma - entre 20 e 35%. Temos hoje 23 milhões de hectares de áreas já abertas com alta aptidão agrícola para soja - cultura que representa mais de 80% da agricultura no bioma -, havendo ainda outros 15 milhões de hectares já desmatados e com potencial para a agricultura, somando 38 milhões de terras aptas já abertas. Toda essa área tem o potencial de abrigar com sobras a expansão projetada pelo agronegócio na região, ao longo de muitas décadas. A agricultura ocupa atualmente 22 milhões de hectares no Cerrado, 18 deles com soja”. 

Voivodic acrescenta que “o governo federal, no entanto, dá sinais ambíguos aos produtores: se por um lado oferece crédito subsidiado para recuperação de pastagens e intensificação agrícola, por outro edita uma Medida Provisória que legaliza invasões de terras públicas ocorridas até 2018, incentivando que a fronteira agrícola siga se expandindo sobre vegetação nativa indefinidamente e de forma ilegal (em terras não tituladas). Precisamos urgentemente acabar com essa ambiguidade e dar um sinal claro de que não vamos destruir a fonte de riqueza da sociedade e dos povos e comunidades tradicionais, que não colocaremos em risco sua biodiversidade única e que não comprometeremos o berço das águas que abastecem torneiras, irrigam lavouras e movimentam turbinas hidrelétricas em benefício de nossa economia e de milhões de brasileiros, da cidade ao campo.”

Os números do Prodes do Cerrado e da Amazônia diferem por causa da distinção de perfil entre os atores que promovem a devastação. Na Amazônia, há terras públicas sem a devida proteção do Estado e, assim, disponíveis à invasão de quadrilhas de grileiros. Já o desmatamento nos últimos anos no Cerrado tem sido promovido principalmente por atores privados, produtores rurais e grupos empresariais – com destaque às chamadas companhias de terra. A estabilização das taxas está em parte associada com o fato de que tais companhias começaram a atender ao apelo de seus investidores e compradores quanto à eliminação das ilegalidades e do desmatamento, já que o desmatamento zero é uma agenda em rápida consolidação tanto no mercado internacional, como em legislações nacionais e de blocos econômicos.

O coletivo de 150 empresas compradoras de commodities e relevantes grupos de investidores de capital (que somam mais de US$ 7 trilhões em seus portfólios), denominado SoS Cerrado, já indicou que pretende tomar medidas imediatas para dissociar suas cadeias produtivas e investimentos da destruição do Cerrado. Os primeiros sinais começam a surgir, neste mês: Nutreco, a maior empresa de ração animal do mundo, a gigante rede britânica de supermercados Tesco e a empresa do setor de proteínas animais Grieg Seafood (uma das líderes globais na produção de salmão) anunciaram um apoio milionário a produtores de soja do Cerrado que tenham intenção de expandir sua produção sem desmatamento.

O Brasil  parece caminhar na contramão das tendências globais ao não combater o desmatamento e a ilegalidade, expondo as exportações e a economia a crescentes riscos de boicote. “Precisamos nos colocar na posição do outro e refletir: qual comprador, investidor ou país parceiro gostaria de ver sua imagem associada à destruição da natureza e a contravenções?”, questiona Voivodic.

 A impotância do Cerrado
O Cerrado se estende pelos estados da Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Paraná, Rondônia, São Paulo, Tocantins e o Distrito Federal. Depois da Amazônia, é o maior bioma da América do Sul, correspondendo a 1/4 do território nacional, com mais de 2 milhões de km2.  São insuficientes as áreas protegidas demarcadas: 3,1% em unidades de conservação de proteção integral, 5,2% em unidades de uso sustentável (a maior parte sem fiscalização e implementação de planos de manejo adequados) e 4,8% em 109 terras indígenas. 

A área protegida do Cerrado é inúmeras vezes inferior à da Amazônia, e a cobertura com vegetação íntegra do bioma já foi reduzida a cerca de 20% da original, com mais da metade de seu território devastado. Seguida essa trajetória, a destruição do Cerrado acarretará uma extinção massiva de espécies, de acordo com artigo da revista Nature (2017). O bioma tem cerca de 10 mil espécies de plantas, das quais 44% endêmicas, além de uma enorme diversidade de fauna, incluindo espécies como o Lobo-Guará, o Tamanduá-Bandeira e a Onça-Pintada. O Cerrado abriga 30% da biodiversidade brasileira e 5% das espécies do planeta. Apesar disso, a destruição segue e além de perder espécies, as emissões anuais de gases causadores do efeito estufa, por queimadas e desmatamento, equivalem a mais de 40 milhões de carros.

O atual nível de destruição compromete as águas que nascem no Cerrado e alimentam seis das oito grandes bacias hidrográficas brasileiras: Amazônica, Araguaia/Tocantins, Atlântico Norte/Nordeste, São Francisco, Atlântico Leste e Paraná/Paraguai, incluindo as águas que escoam para o Pantanal. O Cerrado também é a fonte de 90% das águas do rio São Francisco. Quando se desmata o Cerrado, comprometem-se a recarga de três grandes aquíferos brasileiros (Bambuí, Urucuia e Guarani), assim como os recursos hídricos que são fundamentais para milhões de pessoas que vivem no bioma e para nove em cada dez brasileiros que consomem energia vinda de hidroelétricas.

Fonte: WWF

 

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12ª denúncia contra João de Deus envolve dois guias turísticos de Abadiânia

Goiânia - O Ministério Público de Goiás (MP-GO) apresentou a 12ª denúncia por crimes sexuais contra João de Deus. Dois guias turísticos que atuavam no transporte de seguidores do médium para Abadiânia também foram citados. João de Deus foi condenado, no dia 19 de dezembro, a 19 anos e 4 meses. 

A condenação foi a primeira por crimes sexuais. O médium ainda responde a mais onze denúncias por crimes sexuais e outras duas por porte ilegal de arma de fogo.

João de Deus foi preso no dia 16 de dezembro do ano passado, sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, crimes que teriam sido praticados contra centenas de mulheres na instituição em que atendia pessoas em busca de atendimento espiritual. 
 
Fonte: A Redação
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Venda do atacante Michael poderá render quase 2 milhões de reais ao Azulão do Vale

 Michael vestiu as cores de Goianésia em 2017 e foi revelado pelo Clube, indo para o Goiás. (Foto: Reprodução TV Anhanguera)

A disputa pelo Atacante Michael, do Goiás, que foi revelado pelo Goianésia Esporte Clube está acirrada. o Goiás definiu: quer receber 7,5 milhões de euros (cerca de R$ 34 milhões) por sua parte nos direitos do atacante.

Detentor de 75% dos direitos de Michael, o Esmeraldino tem esse valor definido pela sua parcela, que ainda ficará maior por conta dos 5% que pertencem ao Goianésia. Um eventual clube comprador teria que depositar o valor total pelos 80%, e o Goiás repassaria uma parte ao Azulão do Vale.

Os dois principais gigantes na briga pela contratação de Michael são Corinthians e Flamengo. O clube paulista já formalizou uma oferta de 5 milhões de euros por 50% dos direitos do atacante, e ainda acenou com a possibilidade de envolver jogadores no acerto. O Rubro-Negro, por outro lado, tem avançado nas conversas com Eduardo Maluf, empresário do jogador. Esse fator tem desagradado a diretoria do Goiás.

O vínculo de Michael com o Goiás vai até o fim de 2022, com multa rescisória de 10 milhões de euros (R$ 45,4 milhões). O clube tem direito a 80% desse valor, com a obrigação de repassar 5% ao Goianésia, que revelou o atacante. Quase 2 milhões de reais poderão ir para os cofres do Azulão. 

É um momento histórico para o Goianésia Esporte Clube, que poderá ter um inédito caixa com o recebimento da sua parte na negociação. 

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