Isenção de PIS e Cofins não vão compensar alta no preço do gás e combustíveis com mais um aumento nessa terça-feira (9)

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A isenção de PIS e Cofins sobre o óleo diesel e o gás de cozinha (GLP), decretada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na segunda-feira (1º), tem o objetivo de reduzir o preço para o consumidor final. Mas, no caso do gás, não vai ser suficiente para compensar os aumentos que já aconteceram neste ano. Para o diesel, há divergências.

O corte nos impostos deve baixar o litro do diesel em R$ 0,31 e o botijão de gás em R$ 2,18. No caso do gás, considerando os dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a alta neste ano já foi de R$ 5,53 (de R$ 75,30 no final de dezembro a R$ 80,83 em fevereiro, o que equivale a aumento de 7,34%). Isso dá R$ 3,35 a mais que o desconto do imposto.

Para o diesel, os dados não são conclusivos: segundo a ANP, a isenção não vai compensar os aumentos, já que o litro do diesel subiu R$ 0,55 desde o início do ano (de R$ 3,63 para R$ 4,18, ou 15%). Isso representa R$ 0,24 a mais do que a isenção de PIS e Cofins.

Petrobras já anunciou novo reajuste para os combustíveis a partir desta terça-feira, 9. O valor da gasolina para as distribuidoras passará a ser de R$ 2,84 por litro, refletindo uma aumento médio de R$ 0,23 por litro no preço de venda — alta de 9,2%.

Este é o sexto reajuste do combustível em 2021. Desde o início do ano, a gasolina já encareceu 54,3% aos distribuidores. Já o preço médio de venda de diesel nas refinarias passará a ser de R$ 2,86 por litro, representando aumento médio de R$ 0,15 por litro — variação de 5,5%. O óleo diesel já foi reajustado cinco vezes em 2021 e acumula alta de 41,5%. Este é o segundo reajuste dos combustíveis apenas em março

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