Vanderlan pede desfiliação do PMDB

Dizendo-se mais animado de disputar as eleições de 2014 por um partido menor do que pelo PMDB, Vanderlan Cardoso justificou sua saída do partido - depois de um ano de filiação - alegando dificuldades com as normas internas para formação de alianças, nas eleições municipais. A principal restrição se refere a chapas que seriam formadas com o PSD.
"Temos muitos candidatos que me apoiou na eleição em 2010 que, por questões locais dos municípios, tiveram que sair para o PSD. Iris (ex-prefeito de Goiânia) também nos apoiou no segundo turno em 2010. Mas sobre o PSD tem no PMDB a normativa de não aceitar coligação.  Vários municípios estão nessa condição", afirmou Vanderlan, durante entrevista coletiva à imprensa nesta quarta-feira (20/6) a tarde no Hotel Adress.
Vanderlan negou que sua saída do PMDB tenha a ver com a falta de espaço. No acordo oferecido para a mudança de partido o ex-prefeito de Goiânia Iris teria garantido ao empresário a vaga da legenda na disputa das eleições de 2014. Mas admitiu que haviam algumas dificuldade para se cacifar como pré-candidato ao governo do Estado. "Talvez até tenha sido ingenuidade. Mas eu sou otimista. Eu acredito talvez até no impossível", admitiu, sobre as ofertas que lhe foram feitas para a mudança de partido (Vanderlan já é cobiçado pelo PSC e pelo PDT).
"Quero estar confortável em um projeto, poder chegar a uma cidade e poder olhar todos de frente. Não é porque eu estou em um partido grande que tenho que passar por cima de todo mundo", explicou o empresário.
O apoio a candidatos que disputariam a eleição contra candidatos do PMDB no interior do Estado também pesou na decisão de Vanderlan. Ele citou a situação de Trindade, em que a deputada federal Flávia Morais (PDT) disputará contra o prefeito Ricardo Fortunato. "Como eu vou contra a deputada Flávia Morais que em um dia, 3 horas da tarde, em uma carreata da campanha estadual chegou a desmaiar sem almoço?", justificou o agora ex-peemedebista.
Isolamento
Embora negue a falta de espaço no PMDB, Vanderlan deu sinais de que estava sendo isolado por integrantes do partido. O empresário afirmou que o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), ainda não o convidou para ter conversas sobre a eleição na capital. "Sendo chamado para as discussões irei conversar com o prefeito. Até o momento não fui chamado para discussão nenhuma para a eleição em Goiânia. Eu tive 160 mil votos em Goiânia", completou, lembrando da quantidade de votos recebidos na capital durante a eleição de 2010.
Vanderlan também disse que sempre defendeu candidatura própria do PMDB, enquanto que o partido garantiu apoio antecipado ao projeto de reeleição de Paulo Garcia.  "Sempre defendi candidatura própria à Prefeitura de Goiânia. E sempre deixei claro que a decisão cabia ao partido."
Partidos
Procurado por partidos pequenos, como PSC e PDT, Vanderlan afirmou que o momento não é de pensar em qual legenda se filiar. "Não discuti e nem tive cabeça de pensar em partido", completou, rodeado de políticos como o vereador por Goiânia Simeyzon Silveira (PSC), o deputado estadual Misael Oliveira (PDT), o prefeito de Senador Canedo, Túlio Sérvio (PSB) e o ex-prefeito de Trindade George Morais (PDT).
O empresário reforçou seu projeto de oposição ao governador Marconi Perillo (PSDB). Na campanha de 2010 Vanderlan se apresentou como alternativa à polaridade entre Marconi e Iris. "Estamos em um projeto de oposição ao governo que aí está. Queremos uma alternativa ao Estado", respondeu com um sorriso se poderia se aliar ao tucano.
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