Prefeito de Goiás desaprova atos em favor de torturadores

 (Foto: Cláudia Santana Damata) (Foto: Cláudia Santana Damata)

O prefeito de Goiás, Aderson Liberato Gouvea (PT) diz ter sido pego de surpresa pelas manifestações realizadas de 1° de maio, em defesa de torturadores e da ditadura militar.  Na data, apoiadores do presidente Bolsonaro (sem partido), vestidos de farricodos – mas apenas na cor branca –, desfilavam exibindo um cartaz com os dizeres: “Deus perdoe os torturadores.” Em nota, o gestor afirmou: “Afronta à sociedade vilaboense.”

E, além do grande cartaz escrito “Deus perdoe os torturadores”, em uma placa menor é possível ler “nosso Brasil pertence ao senhor Jesus. Direita com Bolsonaro”.

Para o prefeito, “a tentativa de confundir os símbolos da tradição religiosa e cultural da Cidade de Goiás, o ‘Farricoco’ da procissão do Fogaréu, com o símbolo supremacista da Ku Klux Klan para fazer apologia a tortura e a ditadura militar é mais que uma afronta à sociedade vilaboense e a fé de nosso povo, mas também configura crime, previsto no art. 287 do Código Penal”.

Inclusive, a legislação citada prevê com pena de detenção, de três a seis meses e multa: “Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime.” Ainda por meio de nota, o gestor repudiou o que classificou como “celebrar a tortura, em frente a um Convento Dominicano, congregação que teve membros perseguidos e torturados pela ditadura militar, é cruel”.

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