Toque de Amiga: Campanha do Ministério Público quer alertar e informar sobre a violência psicológica contra a mulher.

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A Campanha Toque de Amiga, elaborada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), foi lançada nacionalmente na manhã desta segunda-feira (1º/8), durante o evento Ciclo de Diálogos sobre a Lei Maria da Penha, realizado em formato virtual.

A iniciativa foi desenvolvida a pedido da Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica (Copevid), com o intermédio do Núcleo Estadual de Gênero do MPGO e o conteúdo construído em conjunto com a Assessoria de Comunicação Social da instituição goiana. A proposta da campanha é alertar e informar sobre a violência psicológica contra a mulher. Os quatro vídeos, seis cards (imagem com informações resumidas e relevantes para redes sociais) e uma figura para WhatsApp foram apresentados no evento de forma intercalada às palestras proferidas por representantes das diversas instituições participantes do Ciclo de Diálogos. Confira abaixo o primeiro vídeo, que circulou hoje. 

Qualidade do material da campanha foi destacada pelos participantes do evento

Durante o evento, a qualidade do material apresentado foi elogiada de forma unânime. Além de atrativo e de fácil compreensão, a campanha leva informação e apresenta caminhos com os quais as vítimas podem se identificar e buscar por ajuda, destacaram os participantes. Coube à promotora de Justiça Rúbian Coutinho fazer a apresentação do conteúdo da campanha e esclarecer os enfoques da abordagem.

Os desafios no combate ao crime de violência psicológica foram elencados pela procuradora de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro Carla Araújo. Ela tomou como exemplo o caso recente de uma mulher e dois filhos que foram mantidos em cárcere privado no Rio de Janeiro por 17 anos. Sobre a questão, ela pontuou os desafios e os obstáculos legais para verificação dos fatos.

Na sequência, a psicóloga Gabriella Shimchak provocou os ouvintes para reflexões sobre o reconhecimento da violência, principalmente questionando como ela ocorre, sua definição, implicações e de que forma deve ser o atendimento.

Por fim, a juíza Luciana Lopes Rocha, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, encerrou as atividades com a palestra A Importância do Protocolo de Julgamento com Perspectiva de Gênero na Análise do Crime de Violência Psicológica. Ela falou sobre as deliberações do Conselho Nacional de Justiça sobre o tema, entre elas a aproximação dos sujeitos processuais, medidas especiais de proteção, instrução processual com perguntas reflexivas, valoração de provas e identificação de fatos. (Texto: Cristiani Honório - Foto: João Sérgio/Assessoria de Comunicação Social do MPGO)

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