O Coronelismo foi um tipo de sistema político vigente no Brasil na primeira metade século passado onde o mandonismo, o filhotismo (ou apadrinhamento), a fraude eleitoral e a desorganização dos serviços públicos eram a suas principais características. Abrangeu o País em quase sua totalidade, mas até hoje seu modo de agir perdura nas relações sociais.

Hoje a figura do coronel revela-se no empresário, que gera empregos, que fomenta a economia. Mas é preciso enxergar o empreendedorismo com outros olhos. Não precisamos agradecer por ele. Não se tratam de herois aos quais devemos nossa vida. A posição é inversa, o empresário é que precisa do trabalhador. Empresário na política faz mais mal que bem, pois ele sempre estará olhando seus interesses e de seus sócios, de seus parceiros.

Na atual conjuntura política de Goianésia, uma cassação em primeira instância aconteceu com o atual prefeito. Um grupo econômico e político que domina a cidade desde o século passado, dirige as investidas na Justiça Eleitoral com o fim de reverter a derrota sofrida na urnas.

Mas essa história já aconteceu em outros tempos, mas acabou ficando esquecida ou pouco comentada e foi se perdendo nos bastidores da política goianesiense. Agora, ela se repete. Em 1960, o então candidato Walter Augusto Fernandes, o Nego Walter, filiado ao PSD foi eleito, juntamente com o seu vice, Laurentino Martins, bisavô do atual prefeito Renato de Castro vence aos eleições municipais.  O então candidato Otávio Lage, da UDN, “suspeita” de irregularidades nas urnas de Cafelândia e recorre ao Tribunal Eleitoral, conseguindo sentença favorável. EM 1962, através de uma eleição suplementar, Otávio Lage vence.

Agora, os personagens são outros, com muitas coincidências familiares. Mas o desespero pela manutenção e conquista do poder continua com a mesma intensidade e é de tal ordem que atitudes, sejam elas hipócritas ou contraditórias, se tornam irrelevantes.

Qualquer goianesiense menos apaixonado, politicamente e não devoto partidário, sabe escrever, com todas as linhas como se desenvolveu as eleições políticas ao longo dos anos, no quesito recursos econômicos, na cidade. São mais de 60 anos de dominação financeira.

A atual gestão segue firme no seu propósito de reconstruir o caos na saúde e outras áreas deixadas pela gestão passada, que almeja a todo custo, reverter a derrota sofrida.

A história quer se repetir.....A Justiça dirá....somos todos a favor dela.

PS: devoto: aquele que possui ou demonstra devoção. Que apresenta excesso de dedicação.

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A nova "cara" do Opinião

IMG 20170207 WA0002Jornalista Jaime Câmara visita Orcedino Wenceslau na década de 80, durante evento promovido pelo Opinião.

No mundo digital de hoje, os processos de mudança na comunicação estão passando pela convergência das mídias, plataformas que vão se agregando, inovando e consequentemente ganhando novos formatos e forças.

Assim acontece com o jornalismo. Muitas mudanças na forma de levar a informação. Mas não foi sempre assim.

O jornal impresso, ou jornalismo moderno, surgiu no século XVI, conhecido como o quarto poder. A invenção da prensa móvel pelo alemão Johannes Gutenberg ficou conhecida como a grande revolução da escrita impressa. No País, o jornal impresso chegou atrasado ao Brasil, por volta de 1808 por motivos políticos e econômicos.

Nas décadas de 70 e 80, produzir um noticiário impresso era um processo quase que industrial, pois poderia levar dias para fechar uma matéria. A apuração era a mais demorada, a checagem da notícia era descrita com narrativas ricas em detalhes, as câmeras fotográficas eram caras, assim como a revelação das fotos.

E foi nesse cenário primitivo que o então jovem comunicador Orcedino Wenceslau fundou o Jornal Opinião em 1979. 

Em Goiânia, para onde se dirigia para editar e imprimir o Jornal, conheceu o pioneiro do jornalismo em Goiás, o empresário Jaime Câmara, com o qual desenvolveu profunda e sincera amizade. O proprietário do Grupo Jaime Câmara apoiou-o e o apadrinhou no meio jornalístico, sendo um dos grandes incentivadores do desenvolvimento do Opinião. 

Hoje, com as facilidades da tecnologia, atualizar um portal de notícias e praticar o webjornalismo tornou-se bem simples. 

Mas no anos 80, fazer jornal no interior de Goiás era para poucos. Mas o jovem jornalista Orcedino Wenceslau soube desenvolver o periódico na Região alcançando 38 anos de existência. O Jornal Opinião participou das principais transformações sociais, políticas e culturais de Goianésia e Região desde 1979 até os dias atuais.

O Opinião promoveu eventos culturais, denunciou injusticas, combateu a tirania, foi perseguido. Mas continuou. 

Agora com o surgimento das mídias digitais, reformulamos o nosso site, que terá, além das matérias online, a inserção da OpiniãoTV, que tem o objetivo de ser totalmente inovadora na sua programação.

Esperamos que gostem!

Um forte abraço, 

Orcedino Júnior, diretor administrativo do Opinião

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